<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875</id><updated>2012-01-18T11:48:59.269-08:00</updated><category term='Season 6'/><category term='Season 5'/><title type='text'>Análises de Lost</title><subtitle type='html'>by Windblow</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-265864704645465946</id><published>2010-05-24T13:44:00.001-07:00</published><updated>2010-05-24T16:01:32.861-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 6'/><title type='text'>6x17-18 "The End"</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vou tentar exercitar meus poderes telepáticos, de origem místico-científica, e arriscar um palpite: essa não é a primeira resenha, crítica ou análise do Series Finale de LOST que você, leitor, está lendo. E digo mais, provavelmente a maioria das análises que você já leu discorriam não apenas sobre o enredo de Lost, mas também sobre a experiência pessoal do autor com a série, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A métrica mais infalível para discernir uma obra de um fenômeno cultural é avaliar o quanto da própria vida as pessoas associam à vida da obra. Não tenho vergonha de admitir que Lost está para sempre misturada à história dos meus vinte-e-muitos anos. Muito mais do que uma série televisiva em 114 capítulos, Lost era, no início, uma obssessão de tempo integral, que permeava hábitos de leitura, pesquisas na Wikipedia, horas e horas surtando em sites enigmáticos cuja relação com a série era vaga, na melhor das hipóteses. Era uma das melhores desculpas para fazer amizades de toda a década de 00, e grande parte do meu círculo social atual nasceu nas madrugadas desesperadas atrás de links para baixar os episódios, que eram assistidos sem legenda, conforme iam chegando, para serem então discutidos até quando o sono permitisse. Qualquer coisa levemente parecida com uma pista perdida num canto de um frame que só era visto na transmissão em HD era motivo para mil teorias. Os erros de continuidade e de produção não eram perdoados. A mitologia da série se misturava à "mitologia" do próprio grupo de amigos que se conheceu através dela. Como entre os personagens da série, também houveram muitos romances, muitos rompimentos, brigas, polarizações, alguns bebês, e - felizmente - nem de longe tantas mortes, mas certamente um ou dois sumiços dramáticos e inexplicáveis. Como eu disse na análise de "What They Died For," a linha entre os protagonistas e os espectadores de Lost é tênue, e portanto não tem como analisar a jornada completa de Lost sem passar pela contribuição pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante essa minha jornada particular, eu vivenciei bem cedo a revolta que muitos agora direcionam para o Series Finale. Apesar de ter sido rotulado de "massa de manobra de seita messiânica" por causa do meu review positivo de "Across the Sea," a verdade é que eu desencantei da vertente pseudo-científica de Lost muito antes da maioria das pessoas, no final da segunda temporada, quando "eletromagnetismo" era um eufemismo para "energia que faz o que os roteiristas quiserem que faça." Meu lado sci-fi geek é MUITO geek. Não precisou chegar nem perto de viagem no tempo, que dirá de luz mágica dentro de caverna, para que eu me afastasse de Lost, esfriasse a cabeça, e depois me reaproximasse já encarando a série como um drama sobre pessoas onde a mitologia é um veículo, não um destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob essa abordagem, a de que nem toda mão de treinador de cavalo em cena é uma pista, e de que os mistérios servem para testar a fé dos personagens, não para premiar telespectadores-detetives que venham a desvendar "o final" com antecedência com algum troféu imaginário - nesse aspecto, "The End" é um finale absolutamente digno para uma série que, dentro de seus acertos e (não poucas) falhas, fez história como um verdadeiro marco cultural e pairou acima da maioria das obras televisivas desse início de século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa, vamos tirar da frente algo que me incomoda profundamente em qualquer conversa sobre Lost: é evidente que os produtores foram escrevendo a história ao longo da série. Isso não é detrimento NENHUM ao roteiro. Toda história foi escrita em algum momento. Lost começou como uma cena imaginada na cabça de J.J. Abrams durante um vôo. Naquele momento, não existia final, nem mistério, nem nada, era apenas uma queda de um avião. Li em algum lugar que, quando fez o pitch da série para a ABC, Abrams só tinha planejado até o momento da descoberta da escotilha. Ainda não existia final. Os bad numbers, que viraram ícone da série, foram criados por David Fury quando ele ainda trabalhava na série, antes de deixá-la por 24 Horas sem ter escrito qualquer explicação lógica para eles - a explicação ficou por conta de Javier Grillo-Marxuach (que por sinal foi o criador da Iniciativa Dharma) num ARG que ele comandou depois de ter saído, ele mesmo, da série, ao final da segunda temporada, e que foi criado justamente para tentar fechar algumas das questões que não eram centrais à trama, mas que tinham sido introduzidas pelos roteiristas na época em que Lost ainda era uma série sem data para acabar (e consequentemente carente de enredos que a mantivessem por tempo indefinido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaremos a realidade dos fatos. Até o final da segunda temporada, Lost era uma série muito rentável que a ABC pretendia estender por quanto tempo pudesse. Durante dois anos, o importante era sustentar a narrativa, e não dosar meticulosamente pistas para um final que já estava garantido. Foi só durante a crise do mid-season da terceira temporada que Damon Lindelof e Carlton Cuse resolveram ter uma conversa séria com a ABC e exigir que a galinha dos ovos de ouro deles ganhasse uma data de fim, e temporadas mais curtas que não tentassem competir com 24 Horas no número de episódios. Era isso, ou sacrificar ainda mais os índices de audiência, porque o público não ia mais comprar jogo de espelhos e fumaças por muito tempo, e a série precisava de um rumo. A partir daí, sim, as temporadas passaram a ter coesão narrativa e uma espinha dorsal que unia as pontas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a maioria das pessoas, eu também passei por uma fase na infância e adolescência em que escrevia contos. Eram uns contos bem sem-vergonhas, mas a maioria deles germinava de uma cena que brotava na cabeça, e daí crescia para sua explicação. O importante era a ambientação e o impacto da cena. Essa filosofia também era aplicada nas mesas de RPG que eu mestrava. Muitas aventuras de mistério e terror que meus players lembram até hoje (sempre fui fã ardoroso de Ravenloft, nem imagino o porquê) nasciam de cenas soltas que eu imaginava serem assombrosas para os jogadores, e dali em diante, conforme o desenrolar das aventuras, a explicação dos mistérios ia surgindo como consequência das pistas, e não o contrário. Me desculpem se estou decepcionando alguém, mas as duas primeiras temporadas de Lost foram certamente escritas da mesma forma. Com muito mais técnica e competência envolvidas, claro, mas ainda assim, Lost é um mistério escrito de fora pra dentro. Isso significa que os produtores trapacearam? Claro que não. Vocês ficariam surpresos com a quantidade de histórias com reviravoltas e enigmas que são escritas desse jeito, e para desbancar de vez a tese de que elementos inseridos depois do primeiro capítulo são irrelevantes e/ou encheção de linguiça, só menciono dois personagens que surgiram como participações especiais e foram ampliados por causa da resposta do público: Desmond David Hume e Benjamin Linus. O quão irrelevantes eles soam para vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, agora que isso saiu do meu peito, posso falar sobre "The End" em paz. Não vou repetir o que muita gente mais entendida que eu já falou sobre como Lost reinventou sua própria estrutura estilística ao longo das temporadas, e como isso é genial e tudo o mais. Quem me conhece sabe que um dos momentos mais chocantes da minha vida enquanto telespectador de teleséries foi o último capítulo da terceira temporada, em que todos assistimos por mais de uma hora a cenas do futuro sem saber do que se tratavam, e tomamos na cara aquela aparição de Kate e aquele "We have to go back!" Nenhum outro momento de "te peguei" na séire desde então teve um impacto tão forte quanto aquele. Nem mesmo a última reviravolta de "The End," aquela que explica finalmente a "realidade paralela" que vínhamos acompanhando desde o início dessa temporada, mas rapaz - chegou bem perto. Ao ponto de eu por um momento não entender o que estava vendo, e subitamente, como um raio, tudo ficar claro, e meus olhos se encherem de lágrimas. Não me importo que tenha sido a reviravolta mais descaradamente espiritual da série até a data - nunca me incomodei com espiritualidade em obras de ficção científica, inclusive porque é um recurso manjadíssimo pra quem não estreou no universo nerd com Lost - aquela cena me deixou moído, com cara de paisagem, me sentindo mais uma vez ludibriado, da forma boa, pelos produtores (eles sempre disseram que *&lt;i&gt;a Ilha&lt;/i&gt;* não era o purgatório... boa, Darlton, muito boa). Injetou significado retroativamente em todos os episódios da temporada, e todas as estranhezas e as coincidências das vidas que os Losties levavam nela se encaixaram de forma cristalina. Eles precisavam uns dos outros. Precisavam se reencontrar, mesmo que além do plano mortal, para seguir em frente. E que metáfora filha da puta para nós, espectadores-protagonistas, que também tivemos que deixar a Ilha, e que também precisamos seguir em frente depois de termos sido parte de Lost por seis anos. A sexta e última temporada de Lost tem na resolução de seu enredo um motivo apenas secundário. O principal, o essencial, era a despedida. O fim da jornada que foi assistir - e produzir - Lost. Um tema que fala forte àqueles que realmente se envolveram com a série, não aos que assistiam aos pedaços, sem atenção, procurando cenas ou diálogos patronizadores que preenhcessem listinhas frias de "perguntas sem respostas." E por se envolver, quero dizer se envolver com a história, não necessariamente ficar obcecado por cada minúcia, por cada campanha de marketing, por cada spoiler vazado, etc. Quero dizer se importar mais com o bem estar de Jack, Kate, Sawyer, Hurley e tantos outros, do que com a ilha que uniu nossas vidas às deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, diga-se de passagem, para quem tinha se decepcionado com a "Luz dentro da caverna" de Across the Sea, o series finale de Lost deixa bem claro que não sabemos nada de nada. Não havia uma bola flutuante de luz dourada dentro de uma caverna de pedra, e sim um ambiente com sinais claros de intervenção inteligente, com mecanismos, com mais enigmas separando mesmo os candidatos empossados da verdadeira natureza do poder da ilha. Os órfãos da pseudociência podem se esbaldar em teorias pelo resto da vida aqui, desde civilização Atlante até Exogênese, porque essa é a parte que os produtores deixaram de legado para os fãs (e para a Disney, que certamente vai continuar ordenhando essa mitologia por algum tempo). Eles foram bem específicos quando disseram que a história que eles iriam terminar de contar era a dos passageiros do vôo 815 e dos amigos e inimigos que cruzaram seu caminho. O que realmente é a luz, o que realmente é o monstro, o que realmente é a Ilha... para isso existem gazilhões de teorias na internet muito mais elaboradas do que eles jamais se prestariam a criar.  A falta de respostas não é uma trapaça, é uma concessão. Lost é dos fãs, também, e já que eles se apropriaram tão ferrenhamente da mitologia, para quê estragar a explicação pessoal de 99,9% deles para fazer 0,1% felizes por uns poucos dias, enquanto ainda tiverem fôlego para dizer "eu avisei"? Não faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O episódio final de Lost foi arrebatador porque me deu exatamente aquilo que eu queria ver, e em quase todas as ocasiões, com atuações memoráveis de todo o elenco. Retiro o que disse semana passada, que preferia que a missão de Desmond no flashpurgatório tivesse começado mais cedo na temporada, porque não poderia ter sido diferente. Não ia ter o mesmo impacto ver o "despertar" de cada um dos Losties se não fosse tudo de uma vez, com a trilha sonora do Giacchino debulhando, e culminando na cena da igreja ecumênica. Quase todos os reencontros me levaram às lágrimas, alguns (o ultra-som de Sun, o parto de Claire, e a monstruosa cena de Sawyer e Juliet), confesso, ao choro compulsivo. Só o final de Sayid é que destoou horrendamente do resto, acho que de propósito - já que o Naveen Andrews, apesar de competente em cena, sempre desdenhou da série na mídia para quem quisesse ver. Unindo isso à atuação claramente para-cumprir-contrato da Maggie Grace e tivemos a cena mais dispensável do finale.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas essa foi a única cena realmente ruim. Algumas outras ficaram meio dispensáveis, como aquele pulo do Jack na última cena antes do intervalo de seu confronto final com FLocke, que beirou o pastelão. Mas não chegou a estragar a porrada, que foi épica (E um parêntese aqui para quem disse não ter entendido o papel de Desmond na derrocada do Homem de Preto, é bastante óbvio - Desmond tirou a Ilha da tomada e o deixou mortal por tempo suficiente para Kate, numa participação digna da Kate das primeiras temporadas, enfiar uma bala no infeliz e acabar de vez com a ameaça do fumacento. Jacob pensa em tudo!). E eu esperava um tiquinho mais do Jorge Garcia na cena em que - outra reviravolta maravilhosa que me marejou a vista - Jack repassa a ele o bastão de protetor da Ilha antes de dar sua vida pela causa que levou seis temporadas para aceitar. Aliás, que cena fenomenal aquela em que ele diz ao Flockezilla que este desrespeita a memória de John ao usar seu rosto. Jack foi escrito para esse momento, e se seus episódios ao longo da série eram sempre fillers chatos, nesse último ano ele mereceu realmente o posto de protagonista central que estava há tanto tempo guardado para ele. Quanto ao Jorge, ele compensou o deslize nessa cena com duas outras cenas tocantes com Michael Emerson.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Aliás, falando em Emerson, ele e Terry O'Quinn fecharam seus personagens magistralmente. Cada cena com Ben e Locke (e FLocke) nesse episódio é uma aula. O diálogo entre os dois na porta da igreja é possivelmente a melhor cena que eles dividiram na história da série, talvez empatando com a cena final de "The Life And Death of Jeremy Bentham," sem o impacto violento desta, mas com dois diálogos paralelos acontecendo, um verbal e um só de olhares. Dois gênios em cena. E como negar que Josh Holloway segura a cena com  Liz Mitchell em pé de igualdade naquela que foi a mais aguardada e emocionante cena de despertar? Diabos, até a Evangeline Lilly segurou uma cena como "gente grande," quando tem aquela conversa com Jack no fim do show beneficente. Em seis anos de série, ela nunca tinha me convencido como me convenceu com aquele "I missed you so much." E o que dizer das expressões de Daniel Dae-Kim e Yunjin Kim quando, já cientes de quem são, conversam com um ainda confuso James Ford no hospital? Poderia rever aquela cena mil vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No geral, The End é um episódio para ser sentido. Tem, sim, sua dose de ação - muito bem dosada e dirigida, diga-se -, de idas e vindas, com o trio Lapidus, Miles e Alpert consertando o avião e parando em cima da hora para Sawyer, Claire e Kate embarcarem, com o confronto final entre Jack-ob e Flocke, e toda aquela autoreferência certeira comparando a caverna com a escotilha da Estação Cisne, mas a essência do episódio está nas atuações, nas resoluções pessoais de cada um dos Losties, nas cenas que os produtores deram para cada um dos membros do elenco, e que a maioria aproveitou muito bem (Até o Dominic Monaghan e a Elizabeth Mitchell, que nem eram mais do elenco fixo, representaram de corpo e alma suas cenas, o que só aumenta minha vergonha alheia pela Maggie Grace e pelo Naveen Andrews). É um episódio sobre a própria série, sobre como nós vivemos intensamente essa Ilha por seis anos, vendo muitos de nossos companheiros se revoltarem e abandonarem a série, vendo a própria série se reinventar para se tornar um projeto fechado, sobre como os episódios bons nos tocaram e os episódios ruins nos revoltaram, e sobre o que fazer agora que as cortinas cairam. Seguir em frente, dizem Carlton Cuse e Damon Lindelof. Aprender com a experiência, guardar dentro de nós mesmos o que ficou de bom, e partir para a próxima. Como temos mais sorte do que os Losties, não precisamos esperar até o próximo passo no ciclo da existência para recuperar os laços perdidos. Estamos todos aqui, bem ou mal. E só esperando a próxima aventura que virá nos tirar o sono e nos fazer viver um pouco da fantasia compartilhada que deixou sua marca em tantas vidas de tantos grupos de amigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Como diriam os guardinhas da cena final de O Show de Truman... vamos ver o que mais está passando? ;)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-265864704645465946?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/265864704645465946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/05/6x17-18-end.html#comment-form' title='59 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/265864704645465946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/265864704645465946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/05/6x17-18-end.html' title='6x17-18 &quot;The End&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>59</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-157481327231281578</id><published>2010-05-19T07:08:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T07:12:59.985-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 6'/><title type='text'>6x16 "What They Died For"</title><content type='html'>E aqui estamos, a menos de uma semana do fim. E eu arrisco dizer que não há um fã de Lost, por mais desanimado que esteja com a série, que não tenha ficado ansioso pelo desfecho depois desse episódio. Os produtores são espertos. "Across the Sea" foi o arremate na mitologia misteriosa criada pela série, e foi um episódio polarizador, para dizer o mínimo, uma vez que as explicações, propositadamente vagas nos pontos em que não se fazia extremamente necessário ser específico, deixaram muitos telespectadores confusos ou decepcionados com o tom adotado. Isso já era esperado, e praticamente inevitável (Aos que se sentem traídos por terem acreditado nas declarações antigas dos produtores, apregoadas cegamente pelos zelotes de Lost - zeLostes? -, só posso dizer que, a 5 anos do fim da série, era a única coisa que eles podim fazer, renegar qualquer teoria levantada pelos fãs. Ou alguém preferia que eles tivessem dito "ok, era isso mesmo, mas por favor assistam o resto da série fingindo que não sabem?" E eu entendo perfeitamente a decepção dessa gente, porque eu mesmo a tive no season finale da segunda temporada, quando o abuso de boa vontade com a pseudo-ciência de Lost ultrapassou os meus limites. Se hoje eu assisto e gosto da série é porque eu me reaproximei dela com outras expectativas totalmente, no fim da terceira temporada.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o melhor a fazer, foi lançar a bomba antes do fim, deixar a poeira assentar, e se concentrar em contar o resto da história, que - na minha humilde opinião de fã reconquistado - é bem mais importante do que a mitologia genérica. "What They Died For" é o episódio responsável pelo controle de danos do episódio anterior e por direcionar novamente o foco dos fãs divididos apara a história sendo contada. E faz isso muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer coisa, Lost é uma série sobre pessoas. 6 anos de exibição depois, se alguém ainda não tinha notado que o foco do programa é nas reações dos personagens ao ambiente que os cerca, e não no ambiente em si, estava assistindo por masoquismo. Muita gente diz que Lost foi uma série "revolucionária" meramente porque ela virou o sucesso que virou, mas sem a mais vaga idéia de qual revolução o programa tenha promovido. Mas um dos elementos chave de Lost, que faz a série ser o que é, é justamente não criar situações comuns em obras de ficção, em que o telespectador é onisciente. Não existe a cena inicial na mansão do vilão em que ele explica, logo de cara, tudo o que vai fazer pelo resto da projeção. Não existe a vontade de gritar para um protagonista "seu burro, ele está atrás da porta!" O que faz Lost ser Lost é a idéia de que os telespectadores e os protagonistas estão no mesmo barco. Vislumbres além do que os personagens principais enxergam são raros, dosados, e muitas vezes são antecipações curtas de revelações que os personagens terão, quase sempre no mesmo episódio. Até o vislumbre final, tão aguardado, da origem das entidades que controlam a Ilha, foi repassado aos candidatos pelo própio Jacob em "What They Died For," de forma sucinta. Não somos semideuses que observam o tabuleiro. Somos peças, como Jack, Locke &amp;amp; cia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí é que está a magia da série: nos colocando em pé de igualdade com os personagens, sentimos na pele as diferenças entre as nossas reações, e as reações deles, pessoas imperfeitas e solitárias, únicas, e que justamente por serem únicas, eram candidatas a um posto único, o de guardião da Luz da Vida em uma ilha que fica em algum lugar entre lá e cá, por um tempo infinito para padrões humanos. Aquele grito tão repetido por nós, telespectadores, ao longo da série - "PQP, por que fulano não fez X e Y?" - é a verdadeira revolução de Lost. É um recurso muito sofisticado e inédito em séries de TV veiculadas em massa. É o que faz o telespectador se apaixonar pelas personagens, mesmo estas sendo tão distantes do ideal do protagonista padrão. Eles são estranhos, dúbios, emotivos demais, cruéis, fracassados, mas são nossos amigos, porque estivemos nessa ilha com eles e vivemos os mesmos momentos "WTF?!" junto deles, e, assim como eles, somos parte do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Sob esse aspecto, "What They Died For" é um episódio basicamente perfeito. Reúne quase todos os elementos icônicos de Lost, nos traz performances maravilhosas de Terry O'Quinn e Michael Emerson (ambos representando dois personagens absurdamente opostos cada um), aparições inesperadas de Mira Furlan (de banho tomado!) e Michelle Rodriguez, um embate nostálgico entre o Jack da ciência e o Locke da fé na realidade paralela, a conversão final do Jack em homem de fé na realidade principal (e um comentário perfeito de Sawyer sobre seu Complexo de Deus), e finalmente mostra de forma satisfatória a missão de Desmond'04 para "acordar" cada um dos passageiros do vôo 815, com a ajuda do já convertido Hurley. Aliás, se eu tenho uma reclamação a fazer sobre o episódio 6x16, é justamente que não deviam ter esperado até o penúltimo episódio para engrenar o enredo do Desmond em 2004, que foi a única coisa que eu acertei nos meus chutes sobre a sexta temporada dados na época do fim da quinta, e é uma história que eu realmente gostaria muito de assistir, por mais do que 3 episódios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora é isso. Esperar mais 4 dias e torcer muito para que o ritmo e a tônica do Series Finale seja igual aos desse 6x16. É claro que, sendo o fim da série, não haverá nada a perder, nenhuma audiência para recuperar no ano seguinte, e consequentemente os produtores e o diretor vão se sentir no direito de extravasar qualquer recurso que eles tenham guardado para nós por esses longos 6 anos. Mas vou dar um voto de confiança ao trio Lindelof/Cuse/Bender, acho que eles fizeram por merecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O duro é aguentar a saudade depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-157481327231281578?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/157481327231281578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/05/6x16-what-they-died-for.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/157481327231281578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/157481327231281578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/05/6x16-what-they-died-for.html' title='6x16 &quot;What They Died For&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-1262551733967804666</id><published>2010-05-13T09:11:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T09:15:11.529-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 6'/><title type='text'>6x15 "Across the Sea"</title><content type='html'>Antes de qualquer coisa, eu sei que fiquei devendo um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;gazilhão&lt;/span&gt; de comentários ao público desse blog, mas desde que eu descobri que ia ser pai, tem sobrado pouca energia e paixão para dedicar a qualquer outro assunto. Porém, agora chegamos na tão temida e aguardada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;reta&lt;/span&gt; final da série, e aquela comoção já bem profetizada entre os fãs da série começou a tomar as redes sociais de assalto, então sinto que um comentário se faz necessário. Ainda pretendo comentar, ainda que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;retroativamente&lt;/span&gt;, os episódios que deixei de lado, mas por enquanto vou esquecer o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;completismo&lt;/span&gt; em prol da chance de participar da discussão sobre o fim da série em "tempo real."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitos dos episódios dessa sexta temporada, "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Across&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Sea&lt;/span&gt;" é um episódio atípico, que não segue o formato da série de intercalar duas narrativas ao longo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;projeção&lt;/span&gt;. Escrito pelos produtores e dirigido pelo cada vez mais competente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Tucker&lt;/span&gt; Gates, o 15º episódio da última temporada é um grande e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;elucidador&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;flashback&lt;/span&gt; sobre as origens dos dois antagonistas que puxam as cordas de todos que cruzam o caminho da ilha (ou seria o contrário?) desde o início da série. E é também um episódio sensível, belo, envolto em mitologia - tanto histórica quanto da própria série - e que dá, sim, muitas e boas respostas. Acho que o que falta na maioria dos fãs é a vontade de enxergá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, eu acho que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Damon&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Lindelof&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Carlton&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Cuse&lt;/span&gt; estão fazendo um trabalho excelente no que tange a arrematar uma mitologia que tanto instigou a imaginação dos fãs e que, por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;consequência&lt;/span&gt;, jamais seria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;satisfatória&lt;/span&gt; para a maioria. É um efeito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;conhecidíssimo&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;entretenimento&lt;/span&gt;, esse da decepção que os fãs sofrem quando os mistérios de uma obra muito longa são solucionados, porque quanto mais tempo um espectador/leitor tem para teorizar sobre as questões da obra, mais eles se apegam e se apropriam de suas próprias explicações hipotéticas. Para um roteirista, a melhor opção para assegurar-se que um desfecho não será apreciado apenas pela pequena parcela do público que mantém as expectativas baixas e assiste sem se apropriar (eu) é jogar muito mais com sensações do que com palavras. "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Across&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Sea&lt;/span&gt;" é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;exatamente&lt;/span&gt; isso. Um episódio feito de sensações, de arquétipos, de imagens. É uma história com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;respaldo&lt;/span&gt; em quase todas as mitologias religiosas do mundo, uma história que não precisa de nomes ou etiquetas. A Luz que cada um carrega em si pode se chamar Deus, ou Anima, ou Mana, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;whatever&lt;/span&gt;. A Ilha pode se chamar Éden, Israel, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Asgard&lt;/span&gt;, Dimensão X, que seja. Não é o nome que importa. É a simbologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que as pessoas não compreendem, na minha humilde opinião, é que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Lost&lt;/span&gt; é uma jornada do real à realidade fantástica e, finalmente, ao espiritual. Como qualquer caminho da iluminação, não adianta ser informado friamente sobre o que há por trás do véu, é preciso erguê-lo aos poucos para que o conhecimento não seja imediatamente rejeitado pelos sentidos. Começamos a série com um grupo de pessoas que viviam um acidente de avião bastante real, que se deparavam com situações verossímeis porém desconectadas (ursos polares numa ilha tropical), depois analisavam cientificamente a ilha (com a ajuda dos restos mortais da Iniciativa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Dharma&lt;/span&gt;) e progressivamente descobriam que, assim como a ciência em relação a Deus, embora a maioria das coisas inicialmente inexplicáveis tivessem causas científicas, essas próprias causas científicas muitas vezes continuavam um mistério em sua fonte. Os efeitos estranhos da ilha eram causados pelo magnetismo, mas o que causa o magnetismo? Os Outros eram pessoas como os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Losties&lt;/span&gt; que foram para a Ilha para seguir um sujeito chamado Jacob, mas quem era Jacob? Pouco a pouco, as pequenas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;estranhezas&lt;/span&gt; se tornaram grandes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;estranhezas&lt;/span&gt;: viagens no tempo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;teletransporte&lt;/span&gt;, humanos imortais, uma fumaça negra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;sensciente&lt;/span&gt; que se locomove por aí. Coisas que a ciência fantástica já fazia malabarismo para explicar. E agora, enfim, uma parábola digna das religiões nos traz ao cerne de fé da série, àquele ponto em que a ciência joga a toalha e se assume incapaz de explicar com as ferramentas que tem à mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente pode ter ficado ofendida com a falta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;objetividade&lt;/span&gt; científica na apresentação da história da Ilha, mas se esquecem que "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Across&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Sea&lt;/span&gt;" se passa em uma época onde o mundo era mais místico, aonde a explicação para a chuva e o vento eram tão não-científicas quanto para uma luz que vive dentro de cada um. Aliás, mesmo nos dias de hoje, a alma humana é considerada um fato pela ciência, mas não é cientificamente explicada. Quem está se decepcionando com o "misticismo" de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Lost&lt;/span&gt;, tinha que se decepcionar também com toda a História Natural por esse grande furo de roteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você prestar atenção no que está sendo contado ao invés de procurar respostas como quem pula para as últimas páginas de uma revista de passatempos, verá que a ciência e a fé continuam equilibradas no universo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;Lost&lt;/span&gt;. Toda a história de Jacob e seu irmão sem nome (que eu já chamei de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Esaú&lt;/span&gt; mas apelidei de Prometeus depois desse episódio) é a mesmíssima história ecoada por Jack e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Locke&lt;/span&gt; na primeira temporada, a batalha entre a ciência e a fé. Jacob é o homem da fé, aquele que mesmo se sentindo preterido e às vezes diminuído na presença do irmão engenhoso, aceitava o que sua mãe lhe dizia, as regras que seu irmão criava, aceitava seu destino como lhe era apresentado. Já o homem de preto era a ciência. Aquele que passava a infância se questionando sobre o que havia além do mar, aquele que questionava a sabedoria da "mãe," aquele que abdicou da divindade para se unir aos homens, cuja falibilidade ele desprezava, por admirar sua curiosidade e seu questionamento. Aquele que queria estudar a Luz como um cientista estuda a natureza. Aquele que se revoltou contra a criação por esta lhe esconder respostas e que matou Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Lost&lt;/span&gt; continua sendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o que seus produtores sempre disseram que seria, uma história sobre fé &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;versus&lt;/span&gt; conhecimento. E a julgar pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;trajetória&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;protagonista&lt;/span&gt; Jack &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Shepherd&lt;/span&gt;, que é o cientista convertido pelo sacrifício do profeta John &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Locke&lt;/span&gt;, pode-se dizer que a "moral" de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Lost&lt;/span&gt; está do lado da fé, ao menos daquela fé intrínseca e necessária para que o homem não vire uma máquina. Não acho errado. Ciência e Fé, em obras de ficção, são metáforas para Razão e Sensibilidade. E eu, como uma pessoa naturalmente dada à Razão, sei bem que levei muito tempo e muita porrada até entender que a Sensibilidade não pode ser ignorada em nenhuma equação e que a Razão pura é muitas vezes amoral e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;danosa&lt;/span&gt;, por mais elegante e poderosa que ela possa ser. Em um mundo onde a fé é praticamente só usada - racionalmente - para fins políticos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Lost&lt;/span&gt; conseguiu mostrar, de uma forma amigável para as mentes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;inquisitivas&lt;/span&gt; do século da Ciência, que há beleza na fé. Que há coisas que a Ciência não consegue tocar, mas consegue destruir se quiser, e isso é um território perigoso. Mas não sem fazer uma ressalva, claro. Quando Jacob se deixa levar pela emoção, mata seu irmão e abre a Caixa de Pandora que agora ameaça engolir o mundo com sua escuridão tecnocrata na forma do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Fake&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Locke&lt;/span&gt;, a mensagem é cristalina: a fé cega é infinitamente destrutiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso não é resposta suficiente para você, não tenha grandes esperanças para o series &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;finale&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-1262551733967804666?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/1262551733967804666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/05/6x15-across-sea.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/1262551733967804666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/1262551733967804666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/05/6x15-across-sea.html' title='6x15 &quot;Across the Sea&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-2177269936893172730</id><published>2010-03-10T07:16:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T13:13:10.783-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 6'/><title type='text'>6x07 "Dr. Linus"</title><content type='html'>Ok, com um título como esse, era óbvio que o episódio seria, no mínimo, bem melhor do que o da semana passada. Mas "Dr. Linus" foi além, bem além, e conseguiu voltar ao tom que "The Substitute" tinha estabelecido. Será coincidência que um tenha sido Locke-cêntrico e o outro Ben-cêntrico? Claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Edward Kitsis e Adam Horowitz, a dupla de roteiristas que, depois dos Darlton, mais escreveu episódios na série (e que, descobri ainda agora, assina o roteiro de Tron Legacy, consequentemente subindo meu interesse no filme em aproximadamente 2000%), o roteiro desse episódio é tão distante de "Sundown" em termos de qualidade que, se tivesse assistido aos dois episódios seguidos, acho que eu teria um choque anafilático. Claro que é covardia comparar o trabalho de gente que basicamente construiu as personagens do zero com o trabalho de gente que tá chegando agora, mas isso é só uma justificativa lógica para reforçar minha reivindicação de que não entreguem mais roteiros nas mãos de novatos nessa temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, finalmente deram ao Michael Emerson um episódio inteiro para ele fazer o que faz melhor, e o cara não decepciona. E digo mais, pela primeira vez desde que resolveram dar vazão ao lado "bonzinho maltratado" de Ben eu realmente acho que fizeram a coisa direito. Ok mostrá-lo como vítima das circunstâncias, mas simplesmente ignorar o lado maquiavélico e faminto por poder que sempre o definiu era desperdiçar dolorosamente um dos personagens mais cativantes da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio mostra que, na realidade de 2004, Ben é essencialmente o oposto do antigo líder dos Outros que amamos odiar. É arrepiante vê-lo contido, reprimido, vivendo segundo as regras da sociedade. Toda a fúria assustadora do Ben da ilha dormente no fundo dos olhos do professor de História Européia, prontos para explodir. E mesmo quando Arzt (aliás, que dupla hein? Parando para pensar eles realmente têm muito a ver) diz que ele é "um matador," Linus contém um sorriso, contém a fagulha, como alguém que passou a vida inteira se reprimindo e não sabe fazer o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o ponto comum dos dois Benjamin é o mesmo - o amor paternal por Alex. E é emocionante ver que, ao menos em 2004, esse amor superou sua sede de poder. E deu uma enorme credibildade ao ódio que ele nutre por Jacob na linha de tempo principal. Não fosse sua fé cega de que Jacob o protegeria de qualquer mal, ele talvez tivesse cedido às ameaças de Keamy e poupado a vida de Alex. Ele não é tão desnaturado assim. Ele só foi abandonado pelo objeto de sua fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro que compartilha do mesmo sentimento é Richard. Pela primeira vez, Nestor Carbonell teve uma cena pra si, e não desperdiçou. E, muito para minha felicidade, Matthew Fox correspondeu à altura e me fez lembrar do Jack de "Through The Looking Glass," satisfazendo minha reclamação feita na resenha de "Lighthouse" sobre terem esquecido daquele Jack atormentado e tornado ele um figurante de luxo, cujo maior sinal de instabilidade emocional havia sido dizer para Hurley "estou quebrado" com uma cara de paisagem que não convence ninguém.&lt;br /&gt;Ali no Black Rock, quando ele se senta diante de Richard em um ato de fé cega naquilo que acabara de ouvir (que os candidatos tocados por Jacob não podem morrer até cumprir um propósito), eu voltei instantaneamente a gostar de Jack. Espero de coração que ele se mantenha nesse tom pelo resto da temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras atuações do episódio também estão muito boas. São poucas as ocasiões em que eu gosto do Miles, mas nesse episódio ele foi excelente. E inclusive deram um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;downgrade &lt;/span&gt;sério nas habilidades dele, com essa história dele só conseguir ler os últimos pensamentos dos cadáveres à hora da morte. Acho mais elegante e condizente com o teor da série do que o Miles que batia papo com fantasmas (até porque, essa agora é a função do Hurley).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mais uma reclamação sobre "Lighthouse" atendida, as autoreferências nesse episódio estão na mosca. Locke dizendo que apoiaria Ben se ele quisesse ser diretor; Miles "encontrando" os diamantes de Paulo e Niki; Richard estranhando as correntes que amarraram o pai de Locke quando ele foi morto por Sawyer, todas essas cenas estavam muito bem contextualizadas e nenhuma foi óbvia ou descarada. Ao invés de nostalgia, elas evocaram uma genuína sensação de peças se encaixando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conjunto, "Dr. Linus" foi um episódio perfeito. Emocionante no desenvolvimento de seu personagem-tema, intrigante nas suas revelações mitológicas, cativante em seu ritmo, e de quebra ainda terminou com duas cenas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grife&lt;/span&gt; clássicas da série: um reencontro emocionante ao som da trilha maravilhosa de Michael Giacchino, e um gancho de fazer pular da cadeira e gritar sonoros palavrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, a sensação é de que o sétimo episódio da derradeira temporada de Lost não fica devendo em nada aos grandes momentos da série. Lost ainda é Lost, e se tudo correr bem, será até o final!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-2177269936893172730?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/2177269936893172730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/03/6x07-dr-linus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/2177269936893172730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/2177269936893172730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/03/6x07-dr-linus.html' title='6x07 &quot;Dr. Linus&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-3635427111775298033</id><published>2010-03-03T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T07:13:55.761-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 6'/><title type='text'>6x06 "Sundown"</title><content type='html'>E eis que, infelizmente, a sexta temporada de Lost tem seu primeiro episódio genuinamente ruim. Não que "Sundown" tenha sido um episódio inútil, o famoso filler - pelo contrário, a história avança em alguns pontos fundamentais e de forma bem interessante. Porém o que mata o episódio são os diálogos terríveis, rasos e repletos de clichés, que por pouco não tomaram o lugar do episódio 3x03 "Further Instructions" como pior teleplay da história da série (mas a verdade é que ninguém jamais superará "Ouvi dizer que os ursos polares são tipo os Einsteins da comunidade úrsica" mesmo que tente muito). Todas as tentativas do episódio de construir uma atmosfera emocional soam tão forçadas que eu me senti lendo um livro de Dan Brown em certos momentos. Há passagens dolorosas, como a hora em que os filhos de Nadya dizem "mamãe, achei uma foto sua na mala do Tio Sayid" ou o inexplicável (ainda que bem coreografado) kung fu entre Sayid e Dogan, que lembra aquelas animações japonesas aonde todos os personagens sempre caem na porrada por vários minutos antes de se apresentarem e eventualmente ficarem amigos, como se voadora na cara fosse cartão de visitas. E toda a história de Dogan sobre seu filho - dava pra ser MAIS genérico e saturado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dava sim, fazendo o mestre da manipulação e da mentira Flockezilla tentar seduzir Sayid com "e se eu te dissesse que você pode ter o que quiser?" e ver o ex-torturador Iraquiano calejado de guerra responder com um ridículo "O que eu queria morreu em meus braços." Ah, vai te catar né? É como se tivessem pego a resenha do episódio e passado por um gerador automático de script sem jamais olhar duas vezes pro resultado. A interpretação de louca da Claire só faltava um chapéu de Napoleão pra ficar completa. E por aí vai uma série infinita de reclamações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o episódio foi escrito a duas mãos, não sei exatamente quem culpar por essa hecatombe. Um dos roteiristas, Paul Zbyszewski, escreveu alguns episódios da metade da quinta temporada para cá, entre eles "Jughead," "Namaste" e "Follow the Leader," que embora não tenham sido os pontos altos da temporada também não foram tão gritantemente mal escritos. O outro autor, Graham Roland, tem um currículo menor. Escreveu 2 episódios de Prison Break e foi editor de história nos 4 primeiros episódios da temporada, sendo esse o seu primeiro crédito como roteirista em Lost. Por ser o estreante, vou direcionar minha frustração a ele. Pelo amor de deus, Darlton, não deixem esse cara chegar mais perto de nenhum editor de texto, máquina de escrever, caneta, lápis, pena ou carvão que seja! Estamos num estágio muito avançado de uma série muito complexa e cultuada para vocês ficarem dando colher de chá pra estagiário desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a despeito dos diálogos robóticos, e apesar de estabelecer - sem qualquer justificativa - que Dogan era o responsável por manter o monstro de fumaça longe do templo (não era o círculo de cinzas?!), "Sundown" é um episódio importante para a mitologia. Primeiro, ao mostrar que aquele papo que o Fumacinha mandou pro Sawyer em "The Substitute" estava mal contado. Se ele precisava apenas de um candidato do lado dele pra se mandar, pra que ele foi atrás do resto dos Others no templo, pra que angariar o Jin e pra que aceitar a Kate na comitiva mesmo sem ter dado "oi" pra ela, que dirá feito a lavagem cerebral padrão dele? Aí tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o enredo da realidade alternativa foi totalmente esquecível, exceto pelo final. Já deu pra entender que as duas realidades encarnarão as duas essências de Lost: uma focada na mitologia, outra focada nos personagens. Não deixa, inclusive, de ser uma saída engenhosa dos produtores. Mas quando toda a parte do episódio que deveria ser dedicada aos dramas pessoais de uma persoinagem só tem uma cena interessante, que é uma cena basicamente de mitologia (personagens cruzando caminhos mesmo fora da ilha), é porque algo saiu bem errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, eu adorei rever o Keamy - um dos melhores e mais marcantes personagens da quarta temporada - mas como ainda não nos foi dada nenhuma pista concreta da relevância da realidade de 2004 à de 2007, fica difícil destacar quais aparições são importantes e quais são apenas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cameos&lt;/span&gt;, o que me deixa um pouco confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um episódio que, mesmo sem encheção de linguiça, conseguiu já se tornar o pior dessa temporada com larga vantagem. O que é ainda mais revoltante, porque eu realmente gostaria que a cena icônica do monstro invadindo o templo tivesse sido melhor escrita e dirigida. Tinha tudo para ser um dos grandes momentos de Lost. Mas se perdeu na incompetência do roteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-3635427111775298033?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/3635427111775298033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/03/6x06-sundown.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/3635427111775298033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/3635427111775298033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/03/6x06-sundown.html' title='6x06 &quot;Sundown&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-6536460587206639620</id><published>2010-02-24T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T06:56:08.669-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 6'/><title type='text'>6x05 "Lighthouse"</title><content type='html'>Ok, para um episódio escrito pelo trio "dono" da série (roteiro de Damon Lindelof e Carlton Cuse, direção de Jack Bender), Lighthouse é um episódio fraco. Não que seja um episódio ruim, mas não tem jeito, sempre que se ouve falar que "o próximo episódio é escrito pelos produtores" a gente - ou eu, pelo menos - aumenta a expectativa por um episódio sem gorduras ou fillers. E a verdade é que o quinto episódio dessa temporada tem poucos fillers, mas nem por isso se destaca como um episódio-chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser porque eu não curto episódios do Jack (à retumbante exceção do season finale da terceira temporada), e não é que eu ache Matthew Fox mau ator, é só que o Jack é um personagem chato. Os conflitos dele são chatos. 90% das cenas dedicadas ao desenvolvimento da personagem me fazem lembrar que, no roteiro original do piloto da série, ele morria. Não duvido que ele vá ter importância para o desfecho, mas será que essa importância justifica tantos episódios do mesmíssimo drama familiar? Enquanto Sawyer, Hurley, Sayid, Locke, Sun e Jin tiveram arcos evolutivos bem demarcados ao longo da série, Jack parece que nunca sai da mesma nota. E isso porque o salto de 3 anos que o deixou barbudo e transtornado veio na exata metade da série, ou seja, tinha todas as chances de evoluir dali pra frente, mas parece que esse aspecto foi esquecido. Pior que ele, só a coitada da Kate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teve outra coisa que me incomodou em Lighthouse: o saudosismo descarado. Autoreferências são ferramentas poderosas na cultura pop, e normalmente funcionam bem em Lost, mas nesse episódio, sei lá por quê, a impressão que passou foi que os produtores estavam apenas tendo uma crise nostálgica da primeira temporada, ao contrário de trazendo à tona questões antigas que serão relevantes ao roteiro. Talvez o recurso de usar Hurley para refletir as teorias do público tenha me cansado. Ou talvez seja perigoso evocar tantas memórias da primeira temporada sem garantir que o episódio corrente vá  estar à altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo cristalino do que eu digo: a forma como os Darlton encheram a cena de Jin e Claire na cabana com acenos ao episódio em que Sayid é capturado por Rousseau. Passou dos limites da referência e virou paródia. Me fez ficar esperando da pobre Emilie DeRavin uma atuação no mínimo tão forte quanto a da Mira Furlan, o que é francamente covardia. E o quão contraproducente é fazer Hurley e Jack discutirem que "aqueles eram os dias," validando totalmente o sentimento de que Lost nunca vai terminar com a mesma grandiosidade que começou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar de algumas cenas onde os produtores pareciam estar exorcizando todas as críticas que eles lêem há 5 anos sobre inconsistências na forma como os mistérios são tratados. Hurley dizendo que nunca haviam visto o farol porque "não estávamos procurando" foi basicamente Darlton dizendo "olha, a história é essa e a gente coloca e retira elementos como a gente quiser, se não gostou vai ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reality show&lt;/span&gt; e não torra." O que calha de sempre ter sido a minha opinião em infindáveis debates com outros fãs que anotam cada detalhe de cada episódio pra ficar cornetando depois. Mas precisa descer oficialmente do salto assim? Ou botar cenas em que Jack e Kate se encontram no meio da floresta e batem papo como vizinhos que se cruzaram a caminho da padaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, Lighthouse é um episódio tecnicamente perfeito, mas que não empolgou. Claro que eu também gritei com a televisão quando Jack fez o Jack e arrebentou o espelho, mas tudo o que veio antes e tudo o que veio depois foi basicamente nostálgico, divertidinho, e meh. Tanto que eu demorei quase 3 semanas para criar coragem e escrever essa resenha, e só o fiz por completismo já que os dois episódios seguintes, esses sim, me empolgaram para escrever, embora por motivos muito diferentes. Mais a seguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-6536460587206639620?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/6536460587206639620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/02/6x05-lighthouse.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/6536460587206639620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/6536460587206639620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/02/6x05-lighthouse.html' title='6x05 &quot;Lighthouse&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-6397057921121798590</id><published>2010-02-19T12:12:00.001-08:00</published><updated>2010-02-19T12:12:30.984-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 6'/><title type='text'>6x04 "The Substitute"</title><content type='html'>E parece que a sexta e última temporada de Lost finalmente foi agraciada com um episódio de mitologia, e não é nenhuma surpresa pra mim que eu o considere o melhor dos 4. Longe de mim virar um desses telespectadores que valorizam mais os mistérios do que os personagens (até porque, isso é caminho certeiro para a decepção, já que muitos dos mistérios da série são puro jogo de espelhos e fumaça e poucos vão ter respostas definitivas), mas 3 episódios com tão pouco dedicado ao núcleo da estátua estavam me deixando infeliz. Além disso, "The Substitute" foi magistralmente montado para satisfazer tanto a sede por mitologia, na linha temporal de 2007, quanto a sede de atuações e cenas de construção de personagem, na linha temporal de 2004. De fato, foi um episódio tão intenso que eu tinha certeza que tinha acabado no penúltimo bloco, e já estava plenamente satisfeito naquele ponto. Quisera que todo o resto da série fosse escrita nesse ritmo, certeza que a temporada valeria por duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, deixem-me frisar que essa última temporada é toda do Terry O'Quinn. Ele é tão competente no que faz que até fisicamente diferentes são as duas personagens que ele interpreta, e sem qualquer tipo de maquiagem ou adereço. E digo mais, ambos totalmente díspares do Locke da ilha. O Locke de 2004 é uma pessoa bem mais plácida e madura do que sua contraparte que caiu com o vôo 815, e mesmo antes de vermos Helen em cena, a atuação de Terry já havia comunicado claramente essa diferença. Por outro lado, o monstro no corpo de Locke é assustador, ainda mais assustador do que o Locke da primeira temporada. Ele tem os olhos frios, calculistas, e com um rancor que genuinamente parece ter sido curtido por centenas de anos. E ainda assim, quando o misterioso menino loiro surge para confrontá-lo com a crueldade dos seus atos, ele responde com um já familiar "Não me diga o que não posso fazer" que, apesar de remeter ao dono do corpo que ele agora veste, tem sua base em um ódio infinito, não em uma frustração humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro destaque desse episódio foi a direção de Tucker Gates, diretor da tchurma do JJ que foi trazido de volta lááá da primeira temporada (quando dirigiu os excelentes "Confidence Man," "... In Translation" e "Born to Run" e desde então só havia voltado à série para dirigir o chatíssimo "I Do" na terceira temporada). Por mais que eu goste do Jack Bender, e eu gosto muito, é sempre bom quando algum diretor convidado injeta planos e tomadas mais ousados na série. Aquele vôo em primeira pessoa do Monstro de Fumaça pela ilha, por exemplo, é ao mesmo tempo assustador e empolgante. Discretamente dá ao telespectador um vislumbre do poder e da força do monstro, e da fúria com que ele vasculha a ilha atrás de seus alvos. Outra cena em que a direção se destaca é a cena em que Locke faz a entrevista de emprego, com planos desconfortáveis que me lembraram Kubrick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse episódio também pela primeira vez eu estava igualmente interessado nas duas realidades. De fato, no 2004 alternativo, uma das coisas que mais me chama a atenção é como todas as "reapresentações" entre personagens são boas. A cena entre Hurley e Locke foi ótima, dava pra ver claramente que os dois atores estavam se divertindo genuinamente. E como negar que Jorge Garcia também conseguiu fazer um Hurley confiante e patronizador bastante convincente? Para quem entrou na série fazendo papel de si mesmo, é um crescimento digno de nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só pra chover no molhado mais um pouco, mesmo sem ter tido um grande momento na temporada até agora, Michael Emerson engole a cena do enterro do Locke de tal forma que até a piada do Lapidus soa totalmente fora de tom depois de suas palavras finais. Tenho certeza que no papel ela se encaixava bem, ninguém deveria imaginar que Emerson iria conseguir fazer o público chorar com uma fala de 15 segundos e um olhar tão carregado de emoções conflitantes quanto o sorriso da Mona Lisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de roteiro, "The Substitute" é primoroso. Na linha de tempo de 2004, é um dos melhores episódios Locke-centricos de toda a série, e a resignação com sua condição no final, e a aceitação da Helen, me marejou os olhos. E na linha de tempo de 2007, é um meta-episódio que tem a principal função de resgatar, pela quinta vez, o interesse do público na história depois de um hiato de meses (que é a razão pela qual existem pouquíssimas teleséries com arcos que ultrapassam os limites de uma temporada, coisa que Carlton Cuse e Damon Lindelof aprenderam a duras penas). Enquanto o público é (muito bem) representado por um Sawyer que já não tem mais paciência para a forma manjada da série apresentar seus mistérios - me senti libertado quando o Smokey diz que ele parece "pouco impressionado por falar com um morto" e ele diz que já tá cagando e andando pra essas coisas pseudochocantes -, o Flockezilla tem a função de nos ludibriar (ok, praticamente implorar) para voltarmos a querer saber afinal qual é a razão daquilo tudo. E no fim, depois de tentar nos seduzir com aparições, frases interrompidas, cenas de ação e jogos mentais olhando em nossos olhos, ainda nos dão um doce mostrando aqueles nomes riscados na pedra. E eu que tinha reclamado que não havia mais nada na ilha para ser descoberto, tive uma grata surpresa que chegou a remeter ao famoso e saudoso mapa na parede da escotilha (guardadas as proporções, claro). Por um momento, Lost voltou a ser aquela série que uns dementes (eu) ficavam dando pause e capturando tela pra analisar centímetro a centímetro cada pedaço de cena. E eu fui feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ok, Damon, Cuse, vocês me convenceram a mais uma vez me envolver com a história de vocês. Não tenho grandes expectativas, mas as poucas que eu tenho, espero que vocês não decepcionem ao final. Por enquano, tá indo tudo muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E antes de ir, só para eleger como melhor cena do episódio aquela em que o Locke falso pega a pedra branca, analisa lentamente, depois a atira no mar e quando indagado por Sawyer o que foi aquilo, responde: "piada interna" =D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana que vem tem mais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-6397057921121798590?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/6397057921121798590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/02/6x04-substitute.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/6397057921121798590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/6397057921121798590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/02/6x04-substitute.html' title='6x04 &quot;The Substitute&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-6623435117459010210</id><published>2010-02-11T03:44:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T03:56:14.412-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 6'/><title type='text'>6x01-02 "LA X" / 6x03 "What Kate Does"</title><content type='html'>Lost é uma série misteriosa. Não apenas em seu enredo, mas também em sua capacidade de me cativar ou não. Antes do início da sexta e última temporada, o ponto aonde o quinto season finale havia nos deixado, aliado à decisão dos produtores de não revelarem absolutamente nada sobre o futuro da série até bem pouco antes da reestréia, criou em mim aquele efeito já conhecido dos fãs do primeiro Matrix - fiquei internamente teorizando sem qualquer material para me embasar, e consequentemente sem nada para me limitar. Além disso, a pesada autoreferência contida nas promos que usavam apenas cenas das temporadas anteriores me deixou pronto e ansioso para uma temporada que tivesse um climão amalgamado dos melhores momentos da primeira, segunda e quarta temporadas (as que têm as melhores atmosferas, na minha opinião). Daquela época em qua ainda não sabíamos de nada e cada novo episódio dava mais nós na nossa cabeça. Sim, eu sei que a maioria de vocês que reclamavam da falta de respostas naquela época hoje também se sentem órfãos da sensação, não precisam esconder. Aqueles eram os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Quis o destino que o último season premiere duplo, "LA X," não me empolgasse o suficiente para me fazer escrever sobre. E no entanto, o terceiro episódio, "What Kate Does," que muita gente criticou por ser arrastado e sem ritmo, estranhamente me empolgou tanto que resolvi fazer uma crítica conjunta às 3 primeiras partes do fim da saga Lost. Então perdoem-me pelo tamanho do texto, pensem que são 3 episódios sendo analisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses meses que separaram "The Incident" de "LA X," a questão primordial na cabeça dos fãs (ok, na minha) era saber se as previsões do saudoso Daniel Faraday estavam corretas e se a bomba realmente faria um reset na série. "LA X" já começou me fazendo "a-há" e revelando que os produtores mais uma vez tinham me feito de bobo. A bomba tanto funcionou quanto não funcionou, e agora eu estava vendo os dois resultados em paralelo. Tá, ok, Darlton, vocês me pegaram de novo. Claro que se alguém tivesse teorizado que "ei, a explosão funcionou mas não funcionou" antes da estréia, teria sido descartado imediatamente como absurdo. Mas essa decisão ousada, apesar de surpreendente, não deixa de ter consequências. Qual das realidades eu deveria estar seguindo? Qual a relevância de uma pra outra? Uma realidade aonde o vôo 815 nunca caiu é poética e cheia de significados, mas o que há pra se ver além do aeroporto? Uma das coisas que me incomodou na season premiere foi isso. Ao que parece, a realidade desses "Flash Sideways" tem lá suas coincidências e similaridades com a linha de tempo que acompanhamos por 5 anos, mas só essas pequenas estranhezas não foram suficientes para me deixar realmente interessado no desenrolar da trama naquela realidade. Nem as aparições de Boone, Charlie, Arzt, Neil e outros ex-cadáveres me fizeram nada, primeiro por (fourth wall, eu sei) saber que Ian Sommerhalder e Dominic Monaghan estão comprometidos com outras séries e portanto dificilmente vão aparecer de novo, segundo porque evidentemente senti falta de outros ex-sobreviventes (Shannon, Ana Lucia, Libby, Michael, Walt, Eko, até do Paulo e da Niki). Mesmo que aparecessem de relance, acho que teria sido a melhor season premiere do universo se eles tivessem de fato recomposto todo o vôo 815 e não apenas salpicado uma ou outra participação especial aqui e ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, na realidade "principal" (ou seja, a que continua a saga de onde ela parou), o que me incomodou um pouco foi que - a despeito do que o clima das promos me fez acreditar - não existem mais mistérios. O Templo, o último dos misteriosos locais da Ilha que ainda residia apenas no imaginário do público, foi revelado em grandes planos abertos logo no primeiro episódio. Isso me deixou um pouco melancólico - talvez por ter deixado crescer em mim um saudosismo da primeira temporada, graças às promos. Agora, a não ser que inventem alguma estação Dharma maluca no meio da temporada (duvido), já conhecemos a Ilha inteira. Não entendam mal, eu estou tão ansioso para ver o desfecho da batalha entre Esaú-Flockezilla e Jacob quanto qualquer um de vocês. Mas definitivamente, a temporada não terá nada de parecido com a primeira. E nem deveria ter, se pararmos para pensar. É o desfecho da história. Os movimentos finais do jogo. A hora de grandes e épicos confrontos, não de mistérios e sutilezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando por cima dessa sensação esvaziada que "LA X" me trouxe, tenho que ressaltar que a premiere tem seus grandes momentos. Em especial, o Adversário falando sobre Locke e a sua morte, foi bastante tocante, principalmente quando víamos alternadamente cenas do bom e velho (e paralítico) Locke na realidade alternativa, ostentando um orgulho quase sincero por ter feito o Walkabout. Todo mundo sabe que eu adoro Terry O'Quinn, mas a atuação dele em dois papéis nessa premiere estava arrasadora. Inclusive, é preciso dizer que Terry fazendo um vilão é algo tão delicioso que eu quase sinto raiva dos produtores por terem guardado esse papel para a reta final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro que voltou com tudo em termos de atuação é Josh Holloway, a meu ver o ator que mais cresceu ao longo da série. Aliás, intercalar cenas dos personagens ainda no distante 2004 pré-queda com 2007 pós-merda-toda realmente faz sobressair a evolução de certos personagens (Sawyer, Locke) em contraste à mesmice de outros (Jack, Kate). Não acho que seja tudo culpa dos roteiristas, o trabalho de Josh e Terry tem grande participação nesse aspecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem preciso dizer que as interações dentro do avião e no aeroporto foram muito bem conduzidas e, por vezes, me trouxeram lágrimas aos olhos. A autoreferência em Lost é certeira, e a série nunca vira uma paródia de si mesma (bem, à exceção da terceira temporada, mas graças a deus isso são águas passadas). E Michael Giacchino sabe que seu trabalho com esses personagens e cenários está chegando ao fim, então não guarda áses na manga. Toda a trilha sonora de "LA X" é apoteótica em seu leitmotif.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora deixando a premiere de lado e finalmente chegando a "What Kate Does;" Talvez tenha sido a ausência da expectativa criada para a reestréia, mas o terceiro episódio remediou o que havia me incomodado a semana inteira: despertou um interesse sincero pela realidade paralela de 2004. Rombos de roteiro à parte (em que universo uma adolescente grávida recém-chegada num país estranho aceitaria uma carona oferecida pela mesma pessoa que sequestrou seu taxi horas antes botando uma arma em sua cara?), as similaridades bizarras entre as interações dos personagens em uma e outra realidade deixam de ser apenas um fanservice e passam a realmente encafifar o público. A hora em que Ethan aparece me deu um arrepio. E toda a história dele retardar o nascimento de Aaron com drogas ("Não quero espetar você com uma seringa sem seu consentimento." - O RLY Ethan?!) e o fato de Kate estar perto de Claire na hora do parto, enfim, eu realmente agora acho que tem algo de curioso ocorrendo com aquelas pessoas e quero saber o que é. Ainda não estou totalmente comprado, me falta um sinal de que aquilo tudo é ou será relevante para os Losties da realidade principal (só o "funcionou" de Juliet não me convenceu). Mas estou entretido, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na ilha de 2007, apesar de não termos tido Flockezilla, tivemos mais cenas ótimas com Josh Holloway, e um pouco de mitologia. Aparentemente, o monstro de fumaça tem meios de reviver e corromper os corpos dos recém-falecidos da ilha, além de simplesmente tomar a forma deles. Se os Others são o exército de Jacob, montado através dos tempos com pessoas que eram atraídas para a ilha, o Monstro também reforça suas fileiras infectando os mortos. Ficou evidente, agora, que Claire morreu na explosão da casa em Otherville e que foi ressuscitada pelo Monstro, e lentamente corrompida até ser levada embora pela imagem de Christian. E Sayid, parece, terá o mesmo destino. Tenso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, Jacob não é nada idiota, e sabia exatamente a equipe que estava montando quando reuiniu os Losties que precisava para reverter sua morte, fato evidenciado quando ele aparece para Hurley, que é "aberto" para a visita de espíritos. Porém, seu plano não está funcionando a contento, já que ele disse que Sayid tinha que sobreviver a qualquer custo, o que não ocorreu. Será que Jacob se lascou? Ou isso é só mais um movimento de peças por parte dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Dogan e sua turma, estou tentando superar o desconforto que sempre me acomete quando um personagem importante surge do nada no meio da história (se o Dogan é o manda-chuva dos Others do Templo, qual a relação hierárquica dele com Richard, ou mesmo com Ben? Ele não devia ter sido ao menos mencionado antes?). Mas fora isso, ganhei uma certa simpatia por ele na cena em que ele faz Jack desengolir a pílula de veneno. Só espero que ele comece a falar logo, porque nem eu tenho mais paciência para o discurso otheriano de falar pouco e dizer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas, a sexta temporada de Lost pode não ter me pego pelas bolas logo de início, mas me capturou a contento. Não tenho reclamações a fazer do ritmo ou da forma como esse último ato se desacortina, mas espero que não demorem muito a amarrar as duas histórias que estamos assistindo. Ficarei mortalmente decepcionado se descobrir que a realidade alternativa de 2004, onde o avião não caiu, não faz qualquer diferença para a disputa milenar de poder entre as peças brancas e as peças negras, que se aproxima de um desfecho em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é roer unhas por mais uma semana ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-6623435117459010210?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/6623435117459010210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/02/6x01-02-la-x-6x03-what-kate-does.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/6623435117459010210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/6623435117459010210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2010/02/6x01-02-la-x-6x03-what-kate-does.html' title='6x01-02 &quot;LA X&quot; / 6x03 &quot;What Kate Does&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-8283839844495432729</id><published>2009-05-15T12:00:00.000-07:00</published><updated>2010-02-11T04:14:41.940-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 5'/><title type='text'>5x16-17 "The Incident"</title><content type='html'>É inevitável que o comentário sobre esse Season Finale se transforme num comentário sobre a temporada em si, mas vou tentar separar as análises para não me atropelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, a quinta temporada em si não foi tão boa quanto seu início prometia. Tanto é que eu nem tive muita vontade de comentar os episódios depois de "Life and Death of Jeremy Bentham," "Dead is Dead" à parte. Agora que a temporada já terminou e pode ser analisada como um todo, fica claro que os produtores não souberam como conduzir a história dos Losties na década de 70. Estabeleceram uma premissa ótima (a de Sawyer e cia. terem encontrado um lar entre os membros da Iniciativa Dharma), mas depois do retorno dos O6 parece que tudo descambou. Muitas bolas boas foram levantadas mas ninguém cortou. Em momento algum me senti envolvido pelo plot ridículo do Little Linus, Sayid tirou férias da série (o Naveen Andrews sempre esnoba tanto Lost que eu começo a querer que ele não volte para a sexta temporada, pelo menos não se for pra ficar atuando por telefone desse jeito), Jack ficou completamente ridículo, Kate foi totalmente apática (pra alguém que voltou pra procurar a Claire, ela fez algo nesse sentido o impressionante número de ZERO vezes desde que chegou). Sawyer e Juliet eram a única coisa que despertava meu interesse, mas só eles e o alívio cômico de Hurley e Miles não foram suficientes pra vencer o tédio que dominou o núcleo Dharmaville. As coisas começaram a melhorar com a volta do Faraday, mas já tava tão perto do fim que eu me forcei a esperar antes de voltar a comentar, pra não acabar mordendo minha língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a história que REALMENTE empolgava, a ressurreição de Locke e a virada de mesa dele sobre Ben, foi administrada a conta-gotas. Acho que não custava nada ter balanceado as coisas, botado um pouco mais de enrolation no núcleo Ben-Locke e enxugado mais o núcleo Dharma. Não é como se eles não soubessem dar ritmo a uma temporada, a quarta foi excelente do início ao fim, claramente planejada. Essa quinta, nem tanto. Mas claro que ainda está anos-luz à frente da sofrível terceira temporada, que isso fique bem claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora. Lost tem uma característica muito engraçada, que eu sempre comento: os finales às vezes são tão diametralmente opostos, em termos de qualidade, ao resto da temporada que eu me sinto tentado a dar um shift neles e considerá-los parte da temporada seguinte. Não o da primeira, claro, que foi absolutamente linear e condizente com o resto, e nem o da quarta (segunda melhor temporada na minha opinião, lá em cima com a primeira), que foi o desfecho de um arco narrativo magistralmente conduzido. Mas os finales da segunda e da terceira temporadas são muito chocantemente diferentes do resto. O da segunda temporada foi uma decepção enorme para mim. Conseugiu praticamente destruir o que tinha potencial para ser a melhor temporada de todas. E por isso eu costumo fingir que ele é na verdade o season premiere da terceira temporada, que é aquele lixo que todos conhecemos. PORÉM, entretanto contudo, o season finale da terceira temporada é o MELHOR. FINALE. DA. HISTÓRIA. Não falo só de Lost, mas de todas as séries que eu assisto, e provavelmente de todas as que eu nunca assisti também. A terceira temporada foi pegando fôlego da metade em diante, mas nada que justificasse um episódio tão bom. Por essa razão, eu considero o finale da 3a como o season premiere da 4a temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Ainda não sei como será a sexta (e última) temporada de Lost, mas já estou totalmente inclinado a considerar o 5x16/17 como parte dela. E não apenas porque é um episódio que, a exemplo do finale da 3a temporada, modifica COMPLETAMENTE o assunto da série - e de um modo positivo, acrescento! - como também porque a cena inicial dele é melhor do que qualquer cena incial de temporada até hoje. A cena entre Jacob e - posso explanar? Ninguém ainda pescou? - seu irmão Esaú sentados na praia, observando a chegada do Black Rock... aquele diálogo sobre Esaú odiar Jacob e precisar desesperadamente matá-lo, a noção implícita de que ele não pode fazê-lo diretamente (reforçada pela menção ao loophole, literalmente uma brecha na lei, nas cenas finais), todas as peças se encaixando. "Deus ama você como amou Jacó." COMO ninguém cantou essa bola naquela época distante de 2007? Como os produtores conseguiram fazer esse "a-há!" mesmo com a série sendo constantemente analisada e esmiuçada por milhões de cérebros ao redor do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu digo como. Um truque sujo. Eles convenientemente nunca insinuaram, nem de muito leve, que havia outra entidade na ilha além de Jacob. A guerra milenar entre eles dois foi referenciada de forma que TODOS pensassem ser uma guerra entre Widmore e Linus, que agora percebemos serem apenas capangas disputando o middle management. É um truque que eu sempre soube que iria rolar - na verdade, TORCIA para rolar, porque essa é a única forma de fazer uma revelação chocante em um mistério que todo mundo já revirou e re-revirou, definir uma peça do quebra-cabeças que, retirada do lugar, inviabiliza totalmente o encaixe das outras, e só entregá-la na última cena. Damon, Carlton, desculpem por eu ter duvidado de vocês. Vocês sabem o que fazem, no fim das contas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, "The Incident" é o primeiro episódio em muito - MUITO - tempo, em que eu senti que as revelações não foram inventadas na última reunião de roteiristas. A quarta temporada havia recuperado minha fé em Lost como obra de entretenimento, mas foi esse episódio que recuperou também minha fé na série como um mistério coeso. Tudo isso havia ido por água abaixo no fim da segunda temporada. Agora, eu estou até teorizando - alguém me interne! E sim, eu tenho plena consciência que os mesmos elementos que me fizeram pirar nesse season finale vão fazer muita gente abandonar a série, com o mesmo ódio que eu senti no fim da segunda temporada. Mas todo mundo sabia que a revelação final do que está em jogo alienaria muita gente, porque cada um tem a sua história própria na cabeça. Eu, por exemplo, reviro os olhos à idéia de uma força magnética que parte avião (de alumínio) no meio sem engolir todas as outras coisas de metal num raio de kilometros antes... mas com todo bom nerd de quadrinhos (coisa que Damon Lindelof também é, e esse finale é a prova disso), eu tenho por lei que releitura de mitologia do velho testamento, muito como molho Shoyu, deixa TUDO mais gostoso =P Então me perdoem os que ainda tinham esperança de uma explicação lógica e científica. Chorarei uma única lágrima de solidarieadade a vocês, mas vou continuar achando Lost ainda mais foda por ter seguido o caminho que seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1180 palavras digitadas já, e eu ainda não saí da primeira cena! Mas tudo bem, porque essa cena é praticamente todo um episódio - talvez toda uma série - contida em si, a análise do resto não vai ser tão esforçada, prometo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem três histórias sendo contadas em "The Incident." A primeira, a mais importante e chocante, é sobre Esaú e Jacó. A história de Esaú fica subentendida, cabe ao telespectador revisitar cada aparição, cada fantasma, cada manipulação dos últimos 5 anos e descobrir o que era picuinha Ben/Charles e o que era parte do esquema mirabolante de Esaú para escapar de sua prisão de cinzas (tô chutando aqui, ok, pode não ser isso mas eu tenho muita fé que era ele preso na cabana, ele que pediu socorro ao Locke, ele que encarnou o Walt fantasma e levou o careca a sacrificar seu corpo para tomar seu lugar). Mas aí temos Jacob, fazendo sua lista. Jacob escolhendo, a dedo, quem seriam seus salvadores, sua apólice de seguros. As pessoas que iriam ao passado reverter toda a zica e impedir que seu irmão desse cabo de sua vida. Há quanto tempo eles jogam essa partida de xadrez com os mortais? Se tem algo que eu acredito que será o tema central da sexta temporada, é esse embate eterno, quais são suas regras, como Esaú as burlou, e como Jacob escapou de rodar. E, principalmente, o que ele vai fazer sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, no fim das contas Christian não era mesmo Jacob. Christian, como todos os outros cadáveres da ilha, era Esaú fazendo seu mindfuck cuidadosamente calculado, em todos os others, losties E telespectadores. Isso é o quão bom foi a reviravolta guardada por Darlton para esse finale - horas depois, tendo dormido e acordado sobre o assunto, ainda ficam surgindo estalos na minha cabeça conforme o quadro geral vai sendo montado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda história, o desfecho do plano de Esaú, é assustadora simplesmente porque, pela primeira vez na vida, eu tive MUITA PENA de Benjamin Linus. Ele pode ser o maior e melhor manipulador filho da puta desse mundo, mas ali, sob a sombra da estátua, ele está sendo um joguete patético de duas entidades muito, muito superiores a ele. Ele é uma ferramenta. E o ódio dele, ao final, é mais do que justificado. Claro, ele poderia ter parado 5 minutos para avaliar a loucura de tudo aquilo, mas ele já estava quebrado. A "ressurreição" de Locke, a Alex, as feridas cruelmente reabertas... Benjamin Linus é apenas humano. E, como um bom humano, ele seguiu o destino traçado para ele, mesmo sem saber as intenções de quem o traçou. Ben é a verdadeira vítima de Lost.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a terceira história, de como a função do retorno dos O6 era, na verdade, para salvar a vida de Jacob, foi a que menos me convneceu. Não que eu não ache maravilhosa a forma como ele foi tocando cada um (mais o Sawyer), em diferentes partes da vida, para que tudo convergisse naquele momento crucial. O que eu não engoli mesmo foi como Jack Shepherd, cirurgião juramentado, com uma tendência irreversível de querer proteger e consertar tudo e todos, resolve explodir um dispositivo termonuclear de um impulso porque... tá com dor de corno?! Agora, subitamente, a falta que ele sente da Kate justifica um possível genocídio porque um físico maluco disse que TALVEZ isso apague o que eles viveram juntos (ou senão, pelo menos morre todo mundo e acaba a cornitude)? É como "Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças," com tiros e explosões nucleares. E sem a sensibilidade - ou o sentido - do filme, claro. Pra piorar, eis que logo a Juliet resolve reforçar essa idéia porque teve uma crise de baixa auto-estima ao ver Sawyer e Kate brincando de dupla dinâmica. Jules, pelamor! Meus pais também são separados e eu nunca quis matar / apagar a existência de ninguém porque a relação não deu certo, vai? Menos, bem menos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim. Reconheço que o quadrângulo amoroso pode ter sido também alimentado pelas manipulações de Jacob para garantir que todos estivessem na merda e sem nada a perder quando chegasse a hora de transformar o plano maluco em realidade. E o quão esquisito é o fato de a única voz da razão em tudo isso ser... Sawyer?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, muito do que eu estou conjecturando aqui é somente isso, uma conjectura. Os produtores e roteiristas quiseram deliberadamente nos deixar por um ano sem a MENOR idéia do que vai acontecer. Mas eles deram pistas. A melhor, pra mim, é a dada nos créditos iniciais, em que a autoria do roteiro é dada separadamente para a primeira e segunda partes, sendo a parte 1 escrita por "Damon Lindelof e Carlton Cuse" e a parte 2 por "Carlton Cuse e Damon Lindelof." Piada sem sentido, ou uma indicação de que as coisas agora estão no reverso, e que tudo será efetivamente desfeito? Fico com a segunda opção, até porque Darlton já tinham avisado que a sexta temporada "destruiria tudo que a quinta construiu." Mas ainda tem 16 episódios pela frente, e caso o plano de Jacob tenha dado certo e seu assassinato tenha sido apagado, o que restaria para contar? Um ou dois episódios de recapitulações, flashbacks e explicações minuciosas pros telespectadores mais "lentos" dariam conta do recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um palpite - um chute, mesmo - de que Desmond, que esteve tão sumido nessa temporada, será uma peça chave da sexta temporada. Talvez ele seja a única pessoa que se lembra do que aconteceu nessa linha de tempo, e vá ser ele o responsável por caçar os Losties e contá-los dessa vida alternativa que eles levaram. Agora, por que ele faria isso, eu não sei. Confesso que estou no escuro quanto ao gancho motivador da última temporada. Talvez Jacob queira virar o jogo e se livrar de Esaú para sempre? Ou talvez ainda falte alguma coisa para que o destino daquela ilha, como ele divisou, seja cumprido. Não sei mesmo. Estou tão no escuro quanto cada um de vocês. E sempre tem a possibilidade de nos sacanearem, a bomba ter explodido e não alterado nada, todo mundo que morreu ter morrido mesmo, e agora Esaú ter uma agenda maligna a cumprir sem a sombra do irmão mais novo. Eu pessoalmente acho essa opção muito pós-apocalíptica, mas se for assim, beleza também. Estou disposto a aceitar o que os produtores quiserem me oferecer. Confio neles, outra vez. Quem fez o que eles fizeram nesse episódio, certamente tem bala na agulha para finalizar a saga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuo secretamente torcendo para que a primeira cena da sexta temporada seja o olho de Juliet, pelada no meio do mato. Ei, aconteceu com o Desmond da última vez que deu um clarão na Cisne. É apenas justo =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM! Arre. Quase uma tese de mestrado. Pelo menos vou ter 1 ano inteiro pra recarregar as baterias =P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-8283839844495432729?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/8283839844495432729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/05/5x16-17-incident.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/8283839844495432729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/8283839844495432729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/05/5x16-17-incident.html' title='5x16-17 &quot;The Incident&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-4399649306723453810</id><published>2009-04-10T12:00:00.000-07:00</published><updated>2010-02-11T04:08:49.699-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 5'/><title type='text'>5x12 "Dead is Dead"</title><content type='html'>E finalmente, depois de dois episódios dormíveis, a quinta temporada de Lost volta a engrenar. "Dead is Dead" pode não ter sido um episódio para marcar as gerações futuras, mas foi um excelente episódio. Excelente e, o que é melhor, eficiente! A minha sensação de que a temporada estava estolando depois do retorno dos O6, com aquele blablabla de cada um descobrindo por que voltou, foi instantaneamente desfeita e substituída por empolgação pela reta final da temporada. E o melhor de tudo foi ver que, mesmo com tantas coisas para enfiar em um episódio, os roteiristas Brian K. Vaughan e Elizabeth Sarnoff conseguiram imprimir um ritmo natural para as cenas, sem atropelar tudo em 5 minutos de projeção como muitas vezes acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo do episódio, ainda desanimado pelos dois que o precederam, eu nem estava me empolgando muito. Claro, teve a volta das perucas ridículas (um marco da primeira temporada), teve aquele Widmore quarentão (cujo ator é TÃO parecido com o Alan Dale que quando ele revelou quem era pareceu até que estava repetindo o óbvio. Onde eles encontram esses sósias, minha gente?), e teve mais uma chance de ver a Rousseau delicinha de 16 anos atrás. Mas o 5x12 ainda não tinha prendido minha atenção até o momento em que descrevo abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Eu): ¬_¬&lt;br /&gt;(Ben): - Você está procurando isso? *blam*&lt;br /&gt;(Eu): O_____O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí pra frente, foi tensão e suspense o resto do tempo de exibição. E foi glorioso ver o Ben pego completamente de surpresa pelo retorno do John, e o John fazendo ele comer o pão que o diabo amassou, de propósito. Aliás, esse episódio me deixou com a pulga atrás da orelha: o Locke ressuscitou mesmo, ou estamos vendo alguma outra manifestação da ilha, que pensa ser John Locke mas na verdade é... outra coisa? (ou talvez seja porque eu recentemente vi Battlestar Galactica inteiro e, bem, quem viu sabe)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos momentos bons pra se destacar no episódio. Aquela tensão horrorosa e maravilhosa da cena de Ben no cais (e se eu fosse o Desmond só comprava comida enlatada pelo resto da vida depois dessa, hein?), a revelação de que a Ilana não é apenas uma caçadora de recompensas gostosa, é também aparentemente uma cultista gostosa ou coisa parecida (gostosa), e que talvez represente mais um grupo de interessados na ilha - além de Widmore, Ben, e da iniciativa Dharma, se é que sobrou alguém dela pra contar história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, uma coisa que foi mostrada de forma bastante sutil, foi que Widmore não é o chefão da Dharma afinal. Ele ainda estava na ilha, vivendo no mato e sendo líder dos Others em 1988, ano em que Ben raptou a Alex dos braços da mãe. Isso reabre espaço na série para explorarem a história do casal DeGroot e a família Hanso, cujo ancestral Magnus era comandante do Black Rock inclusive. Sei que em momento algum foi dito que a Fundação Hanso era só um braço das indústrias Widmore, mas com certeza tinham tentado dar essa impressão no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo sem ter explicado qualquer coisa sobre o Fumacinha ("explicado" em termos Hurley-Miles, se é que vocês me entendem), o episódio não deixa dúvidas de que as aparições de pessoas mortas são responsabilidade única e exclusiva dele. E também recupera o papel que ele desempenhava nas primeiras temporadas, de julgar quem deve viver e quem deve morrer. Francamente, eu estou muito satisfeito em ter visto o lar da fera e espero que os produtores não incorram no erro de tentar explicar detalhada e cientificamente a composição de uma criatura que, além de se manifestar como uma nuvem preta que emite eletricidade, faz som de aparato mecânico, lê (e projeta!) memórias das pessoas, e pra completar está na área desde a antiguidade, como mostra o desenho de Anúbis batendo um lero com ele na parede do templo subterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, um parêntese deve ser feito aqui para registrar a genialidade do Stephen Williams (eu escrevi isso mesmo? putz) ao filmar a cena em que a Alexzilla dá uma descompostura no Ben. Ele conseguiu, só com a iluminação da cena, fazer com que a linda Tania Raymonde virasse O CÃO CHUPANDO MANGA DO AVESSO. Sério, MUITO MEDO dela naquela cena, pqp! Sou obrigado a tirar meu chapéu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Estou novamente empolgado. Estou satisfeitíssimo em ver Ben sendo colocado em seu lugar, e estou muito, muito curioso para saber por que tanto o monstro quanto o Jacob acham Locke tão importante para o futuro. E esperando para ver se Benjamin vai aceitar virar um mero apóstolo. Minha aposta? Nem fudendo =P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-4399649306723453810?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/4399649306723453810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/04/5x12-dead-is-dead.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/4399649306723453810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/4399649306723453810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/04/5x12-dead-is-dead.html' title='5x12 &quot;Dead is Dead&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-424023413671247442</id><published>2009-04-03T12:00:00.001-07:00</published><updated>2010-02-11T04:06:24.143-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 5'/><title type='text'>5x11 "Whatever Happened, Happened"</title><content type='html'>*Yawn*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que houve com Lost, mas nas duas últimas semanas eu realmente estou me segurando para não dormir nos episódios. Semana passada eu nem me dignei a comentar o episódio - chato, chato, chato, clichè até o fim da vida, com um final pseudo-bombástico desses que a gente tem certeza que vão ser desfeitos no primeiro minuto do episódio seguinte. Coisa que sempre detesto quando colocam na série. Pelo menos foram poucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Whatever Happened, Happened" é, acima de tudo, um episódio previsível. Ele continua o processo iniciado no episódio anterior de mostrar o que aconteceu com cada um dos O-6 entre o momento da separação nas docas e o momento de embarcar no avião da Ajira, e, tal qual em "He's Our You," as cenas que completam os vácuos de "316" deixam a desejar. Sayid caindo num truque mais velho que andar pra frente e sendo preso por uma caçadora de recompensas que representa um dos sujeitos que ele matou - que trabalhava pra Widmore - mas ao mesmo tempo não tem nada a ver com Widmore ou Ben? Fraco. Kate entregando Aaron para a avó e fazendo uma promessa de que vai trazer Claire de volta? Ok, mas não explica por que ela foi dar pro Jack logo em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, vemos que apesar de ter sido a primeira a endossar o plano de Jack de mentir para o mundo, a fofoqueira da Kate não aguentou meio mês e já tinha contado a história toda - 4 temporadas mais os extras do DVD - pra doce e super confiável Cassidy. E de lambuja, desenrolou pra mãe da Claire também antes de voltar. Assim é fácil viver com a culpa, né? Hurley te despreza, Kate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em Hurley... ok, não é de hoje que os produtores inserem as FAQ dos foruns online de Lost em alguma cena da série, mas o diálogo entre Miles e Hurley foi TÃO dolorosamente retirado ipsi literis da internet que eu tive uma crise intensa de vergonha alheia. Os Darlton colocam uma trama rocambolesca de deslocamentos temporais na série e agora peidam na farofa e resolvem superexpôr a questão num verdadeiro "Lost para Dummies" dentro da série? Lost Untangled não tá dando mais conta? Foi mal, mas pra esse tipo de intercâmbio cansativo eu já tenho o tópico de Análises. Viagem no Tempo é um assunto que aliena uma boa parte da fanbase, sim, sejam machos e vivam com as consequências. Afinal, ninguém forçou os caras a entrarem nesse mérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer do Jack? Ele sempre foi CDF e sempre, sempre escolheu a hora errada pra ligar o foda-se. Mas isso já tá ficando chato. Quando ele passa 120% do tempo tentando cuidar da vida de todos ao redor, é um babaca. Quando ele REALMENTE precisa cuidar de alguém, INEXORAVELMENTE ele tira o dia pra pensar em si mesmo antes de mais nada. É tipo a sina do cara, ou os roteiristas tão precisando muito alavancar o Sawyer? Porque tava óbvio que ao se recusar a salvar o pequeno Ben, Jack estava selando o destino de malvadão dele, e que se ele tivesse sido um MÉDICO COMO QUALQUER OUTRO QUE SEGUE A PORRA DO JURAMENTO DE HIPÓCRATES, nada do que aconteceu teria acontecido (mas aí acho que o título do episódio ficaria inútil, né?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto estou no embalo, não gostei da explicação "algo aconteceu no templo e apagou a memória de Ben." Preferia achar que ele conhecia os Losties desde o princípio e sempre escondeu isso por trás da cara de maníaco. Já tava até emocionado achando que a fixação dele pela Juliet se devia ao fato da mesma ter salvo sua vida na mesa de operações... mas não, bora lá botar mais um mistério retirado do além pra justificar a perda de memória dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só pra não dizer que não falei de LaFleur (viram o que eu fiz aqui?), fiquei muito feliz com o resultado da primeira cena a sós entre Kate e Sawyer depois do retorno dela. Apesar do cliffhanger de "LaFleur" ter aberto a possibilidade dele estar revivendo a paixonite de 3 anos antes, nesse episódio fica bem claro que ele ama a Juliet muito mais do que amou a Kate, e que - como ele bem coloca - ele amadureceu muito no tempo em que eles estiveram longe. Ao contrário dela, que aparentemente só desenvolveu um instinto materno grande o suficiente para englobar o universo, mas ainda assim pequeno demais pra que ela não perca o filho no supermercado poucas horas depois de um maníaco manipulador e cheio de recursos como Ben Linus ter declarado que todos têm que voltar para a ilha. Kate == Motherhood Fail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não vou nem comentar o que é a Liz Mitchell na cena em que ela vai dar um sermão no Jack no banheiro. Aquela mulher me dá cócegas em lugares secretos. Se ela adentrasse meu banheiro de sopetão e vestida daquele jeito, só saía 3 dias depois =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, dois comentários. Um: é impressão minha, ou Richard Alpert está super bonzinho e amico da galerë nessa temporada? Aquele papo RBD de não reconhecer a autoridade de Ellie (Hawking) e Charles (Widmore), e a gentileza dele ao perguntar se os Dharma querem mesmo que ele leve o moleque, em nada me lembram o Richard frio e calculista das outras temporadas. E dois: os 30 segundos de cena do Terry O'Quinn &gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt;&gt; o resto do episódio INTEIRO!! Já deu daqueles cabeludos bizarros da Dharma, eu quero mais John Locke!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardando episódios melhores =P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-424023413671247442?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/424023413671247442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/04/5x11-whatever-happened-happened.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/424023413671247442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/424023413671247442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/04/5x11-whatever-happened-happened.html' title='5x11 &quot;Whatever Happened, Happened&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-8222950962345556914</id><published>2009-03-20T12:00:00.000-07:00</published><updated>2010-02-11T04:04:40.789-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 5'/><title type='text'>5x09 "Namaste"</title><content type='html'>Na semana retrasada, terminei meu comentário sobre o 5x08 "LaFleur" dizendo que estava curioso para ver como Sawyer reagiria ao retorno de Jack, e posso dizer que estou deveras satisfeito com a resposta. A dinâmica de "Namaste" me lembrou bastante a estrutura de um episódio de 24 Horas (pelo menos da época em que eu assistia), visto que é um episódio centrado em resolver o gancho deixado pelo anterior. Mas a tensão de ver Jim LaFleur tendo que tomar milhares de decisões instantâneas e estar sempre a meio segundo de botar tudo a perder esconde a sutil disputa que está havendo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que cheguei a sentir uma certa pena do Jack. Depois de tanto tempo se fudendo no mundo exterior, estar de volta à ilha era tudo o que ele queria. Era a chance de estufar novamente o peito, paternalizar todos ao seu redor e liderar seus iguais para cima e para baixo. E Sawyer, que não é burro, percebe isso logo de cara (quando Jack pega seu plano e bota em "votação," falhando em reconhecer que ele era o xerife agora e que suas ordens não eram sugestões) e dá um cock block violento no doutor. Não só a picuinha de colocá-lo como zelador, mas a questão de fazer Juliet abrir a porta (alguém acredita que não foi de propósito?) e finalmente a resposta mais do que direta ao primeiro sinal de reclamação. É seguro dizer que o Sawyer esmagou preventivamente qualquer tentativa de projeção do Jack, mesmo que inconsciente, antes que o mesmo percebesse que a vida dos que ficaram na ilha foi boa até agora, e que nenhum deles está com muita pressa de sair dali. Sawyer até suspira quando Hurley o lembra que, eventualmente, todos ali serão mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, esse episódio me tirou a sensação desagradável que "LaFleur" tinha deixado, de que a iniciativa Dharma era composta de 3 gatos pingados. Não sei se foi a falta de figurantes ou o clima intimista e cheio de closes do episódio anterior, mas eu tinha achado tudo vazio demais em comparação com os flashbacks de Ben na terceira temporada. Mas "Namaste" fez um bom trabalho em demonstrar o tamanho e a extensão das operações Dharma na ilha, inclusive botando Jack e o Dr. Pierre Chang cara a cara pessoalmente, além de nos apresentar finalmente a futura-mancha-no-teto Radzinsky (que descobrimos ser o arquiteto da já saudosa estação Cisne) e de responder o que todos estavam se perguntando: quem é o bebê que Juliet botou no mundo? Ethan Rom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outra coisa importante de "Namaste" foi termos definido oficialmente o paradeiro de cada um dos passageiros do Ajira 316. Jack, Kate, Hurley e Sayid foram para 1977 enquanto Lapidus, Sun, Ben e Locke ficaram no presente - embora o clarão que levou os outros quatro tenha também deslocado o vôo no tempo, pelo menos de noite para dia. Mas a julgar pela legenda "30 anos antes," acredito ter sido um salto menor, de 2008 para algum ponto de 2007. E que cena BIZARRA aquela do Christian Shepherd na vila destruída! Ele teve manifestações macabras antes, mas essa bateu todos os recordes. E o que dizer do fato de Locke, Sawyer, Hugo e Claire terem passado tanto tempo naquela vila, antes do Keamy mandá-la pelos ares, e nunca terem percebido a foto dos novatos de 77 na parede do barracão de jogos? Mais uma situação Jin-Rousseau para ser discutida por semanas a fio? Eu, pra variar, acredito que eles simplesmente não notaram. Até que me mostrem uma cena da Danielle se reapresentando para o Jin em 2004 ou uma cena de um dos losties olhando as fotos na parede e não reconhecendo ninguém familiar, fica o dito pelo não dito. E mesmo o dito, em Lost, pode sempre ser um deslize - vejam por exemplo a idade da Charlotte, que os produtores admitiram terem errado no podcast oficial dessa semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o que vai ser mais difícil de explicar, vai ser o fato do Ben já ter conhecido o Sayid quando jovem. Afinal, esses sim tiveram interação (intensa) durante as temporadas passadas, e em nenhum momento Ben mencionou qualquer coisa sobre já ter conhecido um iraquiano chamado Sayid. Entretanto, não esqueçamos que ele é Benjamin Linus. Pode perfeitamente ter reconhecido o Sayid desde sempre e nunca ter falado nem demonstrado nada. Ben não desperdiça meia informação sem que haja um proposito tácito a ser alcançado por revelá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo da ópera: excelente episódio, numa excelente temporada. Semana que vem tem mais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-8222950962345556914?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/8222950962345556914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/03/5x09-namaste.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/8222950962345556914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/8222950962345556914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/03/5x09-namaste.html' title='5x09 &quot;Namaste&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-7650297485837628821</id><published>2009-03-06T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T04:02:48.918-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 5'/><title type='text'>5x08 "LaFleur"</title><content type='html'>Antes de mais nada: WOOOOO, REIKO AYLESWORTH PEGAEL!1!11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, agora que já tirei isso do sistema =D Eu realmente gosto desses episódios de Lost que têm um enredo basicamente shipper, mas onde os produtores ficam preenchendo cada cantinho de rolo de filme com mitologia, pistas, e várias outras migalhas de pão para os fanáticos seguirem. LaFleur é um episódio para se ver mais de uma vez, possivelmente com a Lostpedia aberta do lado para eventuais consultas. E além disso, é também um episódio dos bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que eu não tenho a memória que muita gente tem então nem vou me arriscar a ficar apontando os detalhes sob o risco de falar alguma bobagem. Prefiro apenas ressaltar as boas tiradas do episódio, a melhor tendo sido pra mim o Daniel - ainda desolado pela morte da amada - ter dito que tanto faz os losties tentarem interferir no passado, porque o que aconteceu aconteceu. Mais uma prova contundente de que não existe livre-arbítrio em Lost e que tudo que está para acontecer segue um rumo premeditado desde basicamente sempre. E o agradecimento do Sawyer me arrancou uma gargalhada ("valeu, Platão!")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, falando em Sawyer, que volta por cima ele deu hein minha gente? Parece que ter encontrado e matado o Anthony Cooper de fato exorcizou aquele tigre que não mudava de listras da vida dele. Chega a ser engraçado vê-lo utilizando as habilidades de golpista dele para o bem dos outros antes do dele próprio. E que cena fantástica ele sendo um "other" pro Richard Alpert e deixando o cara da maquiagem com a mesma cara de WTF que os próprios Losties tanto ostentaram diante das coisas inexplicáveis daquela ilha. O jogo definitivamente virou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu já mencionei a Reiko Aylesworth? X-DDDDDD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem, divaguei. Mas enfim, não tem muito mais o que ser dito exceto pelos duzentos bilhões de "VOCÊ NOTOU QUE..." espalhados pelo episódio. E os fãs da estátua de quatro dedos devem ter lavado a alma =P Pena que agora só tem mais Lost dia 18&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outro parêntese aqui, a Liz Mitchell de banho tomado e carinha de apaixonada é o passatempo da minha viagem e a alegria da minha criança. Só não babei mais nela esse episódio porque, bem, vocês sabem, REIKO AYLESWORTH PORRA!!!! casa comigo. (ponto (.))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e antes que eu me esqueça, bela malandragem dos produtores pra emparelhar a idade da galera hein? =P muita coincidência terem se passado logo 3 anos desde que a turma do Sawyer chegou na década de 70 até o exato ponto em que os Oceanic Three vão pro passado ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um adendo agora que eu meditei um pouco sobre o episódio: acho muito curioso que o Sawyer, no fim das contas, seja tudo que tanto o Jack quanto o Locke não conseguiram ser. Se levarmos em conta que as quatro primeiras temporadas aconteceram num período de pouco menos de 3 meses, e que o período de Sawyer como manda-chuva da ilha foi de 3 anos, não é difícil perceber como ele teve sucesso - incidental? - aonde os outros candidatos a macho alpha fracassaram miseravelmente. Locke é o líder apontado por Jacob mas liderou por uns poucos minutos. Jack é o líder apontado por sua própria necessidade de guiar a todos, mas terminou bêbado, isolado e sem credibilidade com ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso deixar de pensar que a grande vantagem de Sawyer sobre os outros dois é o fato dele entender que demonstrar fragilidade é uma arma fundamental para construir confiança. Enquanto, quando confrontados com momentos de fraqueza, Jack entra em surto psicótico controlador e Locke vai vagar pela floresta e gritar para o vazio, Sawyer tem a sutileza de deixar transparecer "sem querer" seus medos. Ele faz com que as pessoas ao redor se sintam úteis, próximas, e não como crianças no maternal guiados por uma babá. Foi assim que ele conquistou Kate, foi assim que ele conquistou Jin, Hurley, o próprio Jack, e foi assim que ele deixou Juliet na palma de sua mão na cena do píer. Em termos de carisma, James "LaFleur" Sawyer é muito mais líder do que qualquer outro candidato, e seu tempo de "reinado" na ilha (dando conselhos ao Horace e impondo medo no Alpert) é reflexo direto desse fator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta saber como ele vai reagir agora que Jack voltou do além. Estou curioso para descobrir =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-7650297485837628821?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/7650297485837628821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/03/5x08-lafleur.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/7650297485837628821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/7650297485837628821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/03/5x08-lafleur.html' title='5x08 &quot;LaFleur&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-8321753745940341763</id><published>2009-02-26T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T04:00:46.195-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 5'/><title type='text'>5x07 "The Life and Death of Jeremy Bentham"</title><content type='html'>Quem lembra do meu comentário de "This Place Is Death" sabe que a parte que mais me emocionou do episódio foi a cena final de John Locke e Christian Shepherd nas imediações da roda-de-burro. A atuação do Terry nessa cena foi uma das melhores dele em muito tempo de série, e eu acredito - conhecendo o ator através das entrevistas que ele dá - que isso se deva em grande parte ao retorno do propósito à vida de John, que desde a primeira temporada andava muito confuso, e isso interferia na capacidade do Terry de entrar na personagem. Toda a carga emocional que ele colocou na cena me deixou salivando à espera do inevitável episódio Locke-cêntrico que estava por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo já fazendo idéia do que me aguardava, eu nunca, jamais conseguiria ter me preparado para "The Life and Death of Jeremy Bentham." Escrevo esse comentário meio anestesiado ainda, portanto não liguem se eu começar a divagar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio tem algumas cenas de impacto, das quais 90% me foram roubadas pela promo ou por conhecidos sem-noção que botam citação do episódio em status de MSN (peguem fogo por dentro e morram lentamente), mas elas nem chegam a fazer tanta diferença. O sétimo episódio da quinta temporada vem para lembrar aos fãs que Lost não foi construído apenas em mistérios e cenas "ZOMG COMOASSIM"; que por trás do sucesso da série, estão momentos de atuação impecável e atores fenomenais que botam o D em Drama (que, afinal, é o gênero oficial da série). Claro, tivemos o momento "Wow, o vôo 316 caiu na ilha mesmo depois dos O6 serem levados pelo clarão!," o momento "putz, o Locke está vivo outra vez!" e o momento "cacete, Ben não foi com os Oceanic Six para o passado!!" Fora vislumbres da nova estação Dharma [edit: era a Hydra, como sou burro! =P], uma breve introdução dos novos personagens fixos (ei, caiu um segundo avião no fim das contas! yay para quem tinha essa teoria nos idos de 2005!) e até uma dica de que o Lapidus sobreviveu - após fazer um trabalho muito melhor do que o do colega Seth Norris e pousar avião em um pedaço só - mas saiu vazado com uma mulher desconhecida (Sun?) antes do Locke aparecer andando sobre as águas e gritar BRINKS, TÔ VIVÃO!!!1!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo se o episódio tivesse cortado por completo seu início e seu final no presente da ilha, ainda seria tudo o que foi. Agora dá pra entender por que Cuse e Lindelof fizeram aquele trabalho nas coxas ao escrever o roteiro do episódio anterior: eles queriam chegar logo na melhor parte. E quão melhor ela foi! Tiro meu chapéu para esses dois e para o sempre excelente Jack Bender, que por mim podia agregar o cachê dos diretores convidados e dirigir todos os episódios que restam da série. Ele é tão bom que eu me peguei imaginando se as cenas na áfrica tinham sido filmadas em locação (imagino que não), porque ao contrário de uns outros diretores da série, ele faz de tudo para esconder os chroma e as CGI vagabundas que a ABC financia com ângulos naturais de câmera. Além disso, ele deu o episódio inteiro de presente pro Tery O'Quinn, colocando os olhos de Locke quase que permanentemente em primeiro plano, contando para nós tudo que o roteiro apenas sugere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio é, realmente, uma escalada de duelos de atuação. Já começa bem, nos presenteando com o primeiro e antológico confronto cara a cara entre Locke e Widmore desde que o primeiro ainda era um moleque arrogante de 17 anos. Teria quase sido o melhor confronto do episódio, mas claro que isso seria contra a lógica de uma obra cinematográfica, então a cena, embora muito boa, conquistou apenas a terceira colocação no meu ranking pessoal. Mas vale ressaltar a naturalidade como o Alan Dale leva o texto meio afobado (driblou magistralmente a tentação de supervalorizar aquela fala do "pra mim eles são apenas meu povo") e a forma como o Terry deixa a animosidade inicial do Locke cair, lentamente, centímetro a centímetro, até estar disposto a acolher o que Widmore lhe diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então temos Matthew Abbadon, que tem o papel de provocar Locke como uma hárpia maligna ao longo de todo o caminho, conduzindo-o em mais formas do que uma. Os vários pequenos confrontos entre ambos eclode no ponto em que ele joga na cara de Locke que ele é um agente manipulador, e que o alcance da influência de Widmore se deve em grande parte a ele. Mas talvez pela diluição desse duelo entre várias outras cenas, reservei apenas um quarto lugar para esse dueto no meu ranking qualificatório. Mas pulei de susto e ansiedade quando Abbadon encontra seu fim violento no meio de uma cena introspectiva e taciturna que, num estalo, vira um banho de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários outros encontros ocorreram ao longo do episódio e eu obviamente não qualifiquei todos. A bem da verdade, os encontros de Locke com cada um dos quatro O-Six que ele visita foram apenas medianos. Matthew Fox teve uma chance de ouro de repetir sua atuação do season finale da terceira temporada - a única atuação realmente memorável dele na série - mas desperdiça apelando para os tiques nervosos usuais dele. Ou talvez ele só tenha brilhado naquele episódio porque não estava contracenando com o Terry nem com o Michael Emmerson, vai saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma cena inesperadamente tocante, que me deixou com um nó na garganta e a vista meio marejada, foi o reencontro de Locke e Walt. E nem acho que isso se deva especialmente ao Malcolm David Kelley, mas sim porque a cena resgata uma dinâmica diretamente das profundezas do início da primeira temporada, e eu fui pego de surpresa. Walt foi a primeira amizade de Locke naquela ilha, e a mais imaculada. Dá para ver claramente o respeito que um nutre pelo outro. E a atitude de Locke de deixar o garoto de fora mesmo que isso pusesse em risco os planos de Jacob é realmente emocionante. Minha cena número dois de todo o episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso que eu escrevi acima, sem exceção, poderia também facilmente ter ficado de fora sem prejuízo da qualidade final. Porque minha cena favorita, tão boa que chega a ser óbvia, essa valeu pelo episódio inteiro, mais o anterior, e ainda deu uns cinco episódios de crédito. A vida de Jeremy Bentham foi memorável, mas nada, nada se compara à sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do momento em que Locke começa a escrever sua carta de suicídio, eu me arrepiei e a respiração pesou. Aquele final do 5x05 foi uma amostra grátis perto do que o Terry faz com aqueles longos minutos de silêncio em que Jeremy Bentham se prepara para dar cabo da própria vida. Acho que até a vizinhança fez silêncio (e aqui isso é basicamente impossível) e prendeu a respiração, olhos grudados na tela. Cada suspiro dele era reproduzido por mim no sofá, cada lágrima que brotava dos olhos dele furtivamente se anunciava nos meus também. E quando todo o universo está por aquele centímetro que separa os pés de Locke do vazio, eis que valsa porta adentro o diabo em pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo quantificar o quão monstruoso é o duelo de atuações entre Michael Emmerson e Terry O'Quinn. Cada frase, cada mudança de tom na voz deles, eu sentia a terra tremer. A dupla de atores com a melhor química em cena da série simplesmente estabeleceu um dos pilares de toda essa massiva obra do entretenimento que é Lost, diante dos meus olhos. Daqui a vinte anos, quando alguém estiver lembrando daquela série louca sobre uns sobreviventes de um acidente de avião perdidos numa ilha maluca que marcou os anos 00, essa provavelmente vai ser a segunda cena a ser lembrada, a primeira sendo é claro a abertura do episódio piloto. Sério, podem dar risada e dizer que eu estou afetado, mas eu não me contenho. Benjamin Linus é o mal encarnado, e eu nem precisei chegar até o momento em que ele assassina friamente o Locke - o momento em que os Darlton escancaram para o mundo de que lado ele realmente está - pra entender isso. No momento em que ele diz a John que ele é especial - eu soquei a palma da minha mão, falei quase gritando para a minha irmã: "Ele é o único. O único filho da puta sem alma que não diz ao John que ele é um velho patético e sem propósito! O único que sustenta que ele é especial, e para ele isso é só uma mentira, é um golpe baixo e fatal. Ele é muito cruel, puta que o pariu!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu já não consegui mais segurar a lágrima desgraçada quando ele se ajoelha diante do John e estende a mão. Gente, não me importa o que fulaninho ou cicraninha de uma academia de artes considera "arte" ou "pop." eu nunca fui tão abalado por uma cena de série de TV desde a morte do Ryan Chapelle na terceira temporada de 24 Horas, e olha que isso é dizer muito! Ainda mais porque, caralho, ele decide matar o John de improviso! Dá pra ver claramente as engrenagens do inferno se movendo atrás dos olhos de Benjamin quando ele descobre que Jin está vivo, e a informação sobre Ellie Hawking é apenas o derradeiro prego no caixão de Jeremy Bentham. Benjamin Linus não puxa todas as cordas porque ele não precisa disso. Ele avalia a situação como o melhor jogador de xadrez do mundo e age no piscar de um olho. Carlton e Damon deveriam instituir que ninguém mais, nunca mais, pode escrever uma cena com o Ben sem antes passar pelo crivo pessoal deles dois. Mesmo que seja uma aparição de 5 segundos em segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso. Fim do meu maior comentário sobre Lost até o momento, mas enfim, ninguém é obrigado a ler e muito menos eu tenho obrigações com espaço ou diagramação. Daqui a uns anos eu vou provavelmente reunir todos os comentários que já fiz sobre a série e esse provavelmente ainda será o mais extenso. Porque o episódio merece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-8321753745940341763?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/8321753745940341763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/02/5x07-life-and-death-of-jeremy-bentham.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/8321753745940341763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/8321753745940341763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/02/5x07-life-and-death-of-jeremy-bentham.html' title='5x07 &quot;The Life and Death of Jeremy Bentham&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-5256213625350489768</id><published>2009-02-20T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T03:58:45.558-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 5'/><title type='text'>5x06 "316"</title><content type='html'>-q&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi essa a sensação que eu tive assistindo ao sexto episódio da temporada, "316". Escrito pelos produtores, esse episódio é basicamente o que estabelece o fim da introdução e início do primeiro ato da temporada. Um episódio-chave escrito pelo livro. E com um primeiro bloco espetacular, diga-se de passagem! A reprodução da cena inicial da série, emendada com a explicação ultra-didática da Sra. Hawking sobre como aquela estação Dharma perdida em Los Angeles foi usada para encontrar a ilha pela primeira vez, e que aquele lugar possui a mesma singularidade magnética que a própria ilha. O desafio do Desmond a ela, o Ben e seu comportamento bizarro... tudo excelente mesmo. Aí do nada o episódio vira uma colagem de recortes que não fazem um menor sentido, incluindo a introdução de um avô do Jack que nunca foi sequer mencionado com a única finalidade de dar os sapatos do filho para o neto (deus ex machina de doer nos olhos), a Kate subitamente indo pra casa do Jack dar pra ele e aceitar voltar pra ilha, oitenta mil cenas não explicadas, um argumento levemente forçado de que eles precisam recriar o vôo 815 original e que leva cada um a aparecer fazendo cosplay do outro no aeroporto, uma aparição rápida e com uma interpretação MEDONHA do Lapidus... e bum, fim de história, estão todos na ilha. Mas esperem! Dessa vez sem queda de avião, e na era de ouro da Iniciativa Dharma!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou bobo e sei muito bem que esse episódio foi basicamente para plantar a semente de diversos futuros flashbacks dos O6 explicando o que aconteceu nas 46 horas entre o início e o fim do episódio, emendando as cenas aparentemente sem sentido... mas really, precisava disso? Eu tava gostando da dinâmica da série sem os flashbacks e flashforwards, me pareceu um contrasenso reintroduzir essa narrativa que já deu o que tinha que dar em 4 anos de seriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francamente, não que tenha sido um episódio ruim, mas é meio vergonhoso quando os produtores preparam pessoalmente o roteiro de um episódio que é para ser icônico na série, e os episódios anteriores dirigidos e escritos pela equipe secundária parecem todos muito melhores. Parece que se preocuparam mais em se autoreferenciar do que em criar ritmo nas cenas e fazer um roteiro que soasse menos como uma lista de assuntos a serem abordados sendo lida em voz alta. E claro que ter sido um episódio basicamente Jack-cêntrico contribui fortemente para a sensação de "ai meu saco," especialmente sabendo que o próximo é centrado no Locke - e que provavelmente vai ser bem mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As melhores coisas do episódio foram sem dúvida a Lamppost Station com seu mapa e seu pêndulo que me causaram uma sensação muito parecida com aquele mapa fluorescente na parede da Swan, e o sorriso do Ben sacaneando o Jack no avião. Mas enquanto "316" talvez tivesse sido um episódio excelente se estivesse encrustado no meio, digamos, da terceira temporada, nesse quinto ano ele deixou um pouco a desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, semana que vem tem a vida e morte de Jeremy Benthan, esse com certeza vai ser glorioso =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-5256213625350489768?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/5256213625350489768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/02/5x06-316.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/5256213625350489768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/5256213625350489768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/02/5x06-316.html' title='5x06 &quot;316&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-1566433303558122961</id><published>2009-02-12T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T03:56:28.626-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 5'/><title type='text'>5x05 "This Place Is Death"</title><content type='html'>Fazia tempo que eu não tinha arrepios assistindo um episódio de série de tv. Mas foi isso que "This Place Is Death" me causou. E isso se deve ao roteiro da (cada vez melhor) entidade Kitsis-Horowitz, que acerta na mosca o tom das cenas. Até a direção do Paul Edwards funcionou dessa vez - não é sempre que ele faz coisas boas em Lost. O estilo dele, mais puxado pro cartunesco, funciona bem melhor em Heroes, aonde ele dirigiu os excelentes "Kindred" e "Five Years Gone" aliás. Porém, tenho que admitir que há muito tempo uma cena com o Fumacê não me deixava tão apreensivo, e o mérito é todo do cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio já começou me deixando feliz, ao ver a debandada da tchurminha do pier, que espantou meus medos de que os O6 fossem todos voltar pra ilha de mãos dadas e saltitando já no sétimo ou oitavo episódio da temporada. Também me causou extrema satisfação ver a Kate mandando o Jack tomar no toba, ele é muito idiota se achava que ia aparecer com o Ben a tiracolo e ela ia aceitar numa boa a idéia de voltar. Mesma coisa o Sayid deixando o quarteto fantástico e avisando que vai receber na bala quem tentar ir atrás dele. Já o Ben prova que não é qualquer femme fatale de jardim-de-infância que vai derrotá-lo em seu próprio jogo e dá uma volta tão fácil na Sun que chega a dar pena. Ah, e ainda vislumbramos o início do futuro romance entre Ji Yeon (fofa!!!) e Aaron Littleton! Vocês leram aqui primeiro, crianças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta a 1988, as cenas com a equipe da jovem (e gata) Danielle foram um banquete para os fãs de longa data! Vimos o primeiro encontro deles com o Lostzilla (com fome de novo, yay!), vimos aquelas ruínas misteriosas aonde Montand perde o braço (ou melhor dizendo, o braço perde Montand, né Danielle?), vimos Jin ser o responsável por preservar a vida da Rousseau por tempo suficiente para a Alex nascer... e num salto temporal que serviu quase como um fast-forward no flashback in loco vivido pelo Jin, vimos Danielle já locadavagina matando o pai de sua filha (quem disser que Alex é filha biológica do Ben agora vai receber uma carta com Anthrax, falo muito sério), num ato inexplicável para um casal que poucos meses antes superexpôs tanto seu romance para a câmera, e nos jogando quase que desinteressadamente a informação de que ele era um hospedeiro! Depois de tantos mistérios resolvidos nos últimos episódios, bem que eu já tava sentindo saudades mesmo de um mistério novo pra poder roer ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí para sabe-se lá quando, vemos enfim o reencontro de Jin com o restante dos Losties in Time. Destaque para o Sawyer quase dando um glomp no coreano, e depois a gafe maravilhosamente hilária do Miles achando que Jin estava pedindo para ele ser seu intérprete ("ele é da Coréia, eu sou da Califórnia!"). Vemos os saltos temporais ficando cada vez mais descontrolados, e subitamente a pobre Charlotte cai no chão para nunca mais levantar. Eu realmente queria que ela continuasse na série (se bem que agora que estamos viajando pelas épocas, nada impede que ela morra e continue sendo até do elenco fixo se quiser), mas quando ela começou a dar o serviço todo e fechar redondinho o mistério de sua ligação com a ilha, eu vi que era inevitável e que ela ia mesmo cantar para subir. O que eu não esperava, era ela se lembrando de ter encontrado Daniel quando era pequena! Arrepio na espinha número um. E quero ver o que os teoristas da implantação de memórias no presente simultaneamente à exibição de cenas do passado terão a dizer sobre isso. Até porque, essa cena não foi mostrada na série ainda, e pela cara de WTF que o Daniel fez, ele mesmo ainda não vivenciou esse encontro. Tem tudo para ser uma cena avassaladora, só basta achar uma atriz mirim ruivinha que se sustente em cena com o Jeremy Davies. Mal posso esperar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra cena de absoluto destaque, que me fez urrar e chutar o ar de alegria, foi o CHILIQUE que Ben dá com Jack e a Sun durante a lengalenga deles dois. Juro que bati palmas! Michael Emerson não é Michael Emerson à toa, e prova que seu personagem ainda tem muito a oferecer antes de virar uma caricatura de si mesmo - contanto que o roteiro ajude. Confesso que estava enfastiado com o Ben desde o episódio passado porque ele ultimamente era onipresente, onisciente e puxava todas as cordas, o que simplesmente não tem nada a ver com Benjamin Linus clássico, que sempre foi um cara que, por mais que pudesse ficar confortavelmente ditando as jogadas, estava sempre arriscando, blefando, subindo apostas e abusando dos limites de seu controle sobre a situação - e justamente por isso ele perdeu a filha. Ele teria conseguido arrebanhar a Sun com ou sem aquele ataque de pelanca, ele fez porque ele se diverte chutando o balde. Esse, sim, é o Ben que eu respeito =) Arrepio número 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora. Destaque máximo do episódio, sem sombra de dúvidas, lá no alto e reinando soberano, foi a interpretação MARAVILHOSA do Terry O'Quinn conversando com Jacob dentro do poço. Estou seriamente abalado ainda pelos longos e silenciosos momentos que ele leva para assimilar que sim, ele vai morrer, e vai fazer isso para trazer de volta para SUA ilha gente que nem queria (ou merecia) estar lá. Mas ele ainda assim o faz. Faz porque é a vontade da ilha, e tal qual os caprichos de uma amada inconsequente, ele é incapaz de negar. E quantos atores televisivos da atualidade conseguem dizer tanta coisa APENAS com o olhar e a respiração? Não muitos. Arrepios múltiplos com essa cena, até agora só de lembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se não bastasse essa carga emocional toda, a cena ainda nos presenteia com mais um caminhão de informações! Locke deveria ter movido a ilha, e não Ben! Jacob despreza o Ben e dá um puxão de orelha no Locke por ainda dar ouvidos àquela víbora. E, finalmente, é revelado o motivo da ilha estar soluçando no tempo - pelo menos o aparente. A roda de burro estava fora de seu eixo. Ou seja, tudo culpa do Locke que deu ouvidos ao Ben, que por sua fez conseguiu estragar o brinquedo. Típico. E o que dizer da excelente última troca de frases entre Christian Jacob Shepherd e Locke? "- Diga oi ao meu filho!"; "- Quem é seu filho?!" =D Eu ri!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fechar com chave de ouro o episódio, temos finalmente a confirmação em-cena do spoiler mais mal-guardado dos últimos tempos: a misteriosa Sra. Hawking é Eloise Hawking, e é a mãe de Faraday. TODOS: -Ooooooohhhhhhh!!!! =OOO Ninguém desconfiava, Darlton. Nem mesmo depois dessa teoria ter sido "espontaneamente" conjecturada por 11 entre 10 fãs da série nas últimas duas semanas. Enfim, tem spoilers que de fato ganham vida própria. Nenhum grande dano aí, a não ser ter deixado o suspense da última cena parecendo forçado e idiota. Mas antes disso teve o reencontro de Desmond com um bando de gente que ele esperava nunca mais ver na vida, que valeu pelo episódio inteiro! E a cara que o Ben fez quando ele cita a "mãe de Faraday" leva a crer que ele próprio não conhecia esse detalhe. O que não deixa de ser interessante, afinal é o Desmond - o radical-livre do tempo - jogando novas informações em velhas contendas que existem desde que o relógio anda pra frente. Quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse certamente foi o maior comentário que eu já escrevi sobre basicamente qualquer coisa. Culpa de Lost, que a cada semana fica mais empolgante. Que venha logo o 5x06 com seus preciosos minutos extras!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-1566433303558122961?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/1566433303558122961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/02/5x05-this-place-is-death.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/1566433303558122961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/1566433303558122961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/02/5x05-this-place-is-death.html' title='5x05 &quot;This Place Is Death&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-2154426062046850037</id><published>2009-02-05T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T03:56:32.531-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 5'/><title type='text'>5x04 "The Little Prince"</title><content type='html'>Gente, quando eu disse semana passada que ainda não me acostumei com a velocidade dos acontecimentos em Lost, eu nem sabia o que me aguardava. The Little Prince é o maior vagalhão de cenas reveladoras da história da série. Aliás, já seria mesmo sem o último bloco! Em algum momento da metade pra frente do episódio eu realmente comecei a achar que ia precisar dar um pause pra ajudar a assimilar tudo. Assistir sem os intervalos comerciais não é para os fracos de coração não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio só não é uma obra-prima porque em alguns momentos o texto me fez rolar olhos (Sawyer dizendo basicamente para a câmera há quanto tempo Charlotte estava desacordada, ou o SOFRÍVEL ping-pong dos Losties no acampamento abandonado), mas chega a ser vergonhoso apontar defeitinhos depois de tantos momentos impressionantes que o diretor nos dá. A cena de Sawyer vendo a Kate de 2 meses antes fazendo o parto da Claire foi incrível. De todas as formas que podiam escolher para introduzir essas colisões temporais na série, acho que pegaram a melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que me deixou empolgado no episódio foi ver os produtores começando a fazer exatamente o que eu esperava que fizessem com esses soluços temporais: apresentar o enredo da temporada como peças de um quebra-cabeças que parecem desconexas a princípio mas se encaixarão com sonoros e retumbantes "plec"s mais pra perto do finale. Só espero que eles não cedam à tentação de explicar tudo muito rápido (já que estão no embalo), como aliás fizeram com o mistério do contratante dos advogados que acossam a Kate. Me senti assistindo Heroes, aquela série em que todos os ganchos épicos deixados por um episódio são resolvidos em 5 minutos no episódio seguinte. Nunca em toda a minha vida achei que fosse dizer isso, mas ao menos uma vez na história eu preferia que Lost tivesse mantido o mistério por mais tempo. Me internem! =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei nem se devo comentar as revelações do episódio, porque foram tantas. Os outros losties começando a ter sangramentos - Faraday insinuando que quem tem mais tempo de contato com a ilha sofreria os efeitos primeiro, e Miles dizendo que nunca esteve lá, ao que Faraday responde com o enigmático-mas-nem-tanto "tem certeza?" Bem, eu tenho, tenho certeza agora que Miles é o filho do "Dr." Pierre Chang =). Além disso, vimos a primeira menção on-screen à Ajira Airways. E putaqueospariu, JIN ESTÁ VIVO!!! Ô coreano sortudo com naufrágio da porra, hahahahhahaha! Segunda vez que ele sobrevive a uma explosão em alto mar em menos de 3 meses! E ainda conseguiu ser jogado pra dentro da área de efeito da ilha, já que os destroços do cargueiro não foram. Sim, foi forçado, mas quem se importa? Jin é o cara e merece viver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, eu urrei de alegria aqui no exato momento em que Locke pergunta "alguém sabe falar Francês"? Dali em diante - resgate do Jin à parte - rolou uma encheção de linguiça básica pra pronunciarem o nome dela, quando todo mundo já estava repetindo "Danielle Rousseau! Danielle Rousseau!!" mentalmente, mas é perdoável. Até porque, valha-me zeus, como aquela francesa esquisita era GATA quando jovem hein, minha gente?? Podem encher linguiça com closes nela o quanto vocês quiserem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar do recheio suculento de revelações estar concentrado na ilha, tal qual no episódio passado, dessa vez tivemos também desenvolvimentos do lado dos Oceanic Six. E infelizmente, eu não consegui dar uma pelota furada para o que acontece com eles, e só não dormi nas partes fora da ilha porque a cena de ação do Sayid deu uma adrenalizada. Não que eu ache que o enredo fora da ilha esteja sem-graça, é que reunir todos eles menos um no mesmo lugar no fim do episódio cortou totalmente a tensão que tinha sido criada com os encontros e desencontros ao longo do episódio. São núcleos antagônicos, os O6 e os Losties. Enquanto os primeiros estão correndo com o argumento e economizando em reviravoltas, os segundos estão vivendo eternas "cenas do próximo capítulo" salpicadas aqui e ali. Deveria funcionar como contraponto, só que não funcionou. Espero sinceramente que o Hurley não saia da cadeia no próximo episódio em que os Oceanic 6 apareçam, senão vou ficar um pouco decepcionado. O ritmo da quarta temporada foi tão perfeito, é sacanagem estragá-lo na quinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso aí. Até agora, de quatro episódios exibidos, três foram absolutamente explosivos. Será que Lost aguenta esse compasso até o fim da temporada? Ou melhor - será que nós aguentamos?? A conferir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-2154426062046850037?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/2154426062046850037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/02/5x04-little-prince.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/2154426062046850037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/2154426062046850037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/02/5x04-little-prince.html' title='5x04 &quot;The Little Prince&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-3251057921257335812</id><published>2009-01-30T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T03:56:38.660-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 5'/><title type='text'>5x03 "Jughead"</title><content type='html'>Por mais que já tenha uma temporada inteira que isso começou a acontecer, às vezes acho que ainda não me acostumei com a nova objetividade narrativa de Lost. Difícil me lembrar de algum episódio que tenha tido tantos baldes chutados quanto o fenomenal Jughead. Não é à toa que esse está sendo considerado um dos melhores episódios da série até agora por muita gente, eu inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o episódio não é nem de longe a soma de suas revelações. Mesmo tendo uma trama WTF como força motriz (a não ser que essa bomba vá ter alguma importância para o enredo no futuro, me pareceu meramente uma desculpa para unir as cenas dos losties nos anos 50), o texto do episódio está muito bem amarrado, as atuações estão na mosca, e o episódio se centra em três dos meus personagens favoritos - Desmond, Faraday, e Locke. Aliás, diga-se de passagem, o Jeremy Davies teve a chance de ouro de virar um protagonista clássico, e não desperdiçou. Pela primeira vez deixaram o cara atuar tudo o que sabe. Terminei de assistir com a nítida impressão que, assim como o Herny Ian Cusick e o Michael Emerson antes dele, o Jeremy conquistou status de personagem-chave por merecimento.&lt;br /&gt;O episódio já começa emocionante, mostrando o nascimento do pequeno Charlie Widmore Hume (tocante homenagem, aliás) durante os 3 anos de exílio do casal Des e Penny, e a preocupação de Penny quando Desmond resolve entrar na Inglaterra, território de Charles Widmore, para cumprir a designação trazida a ele por uma memória durante o sono. Esse conflito já era esperado e era muito fácil ter descambado para o melodrama batido, mas Jughead tem a sensibilidade de evitar confrontos óbvios, e de não jogar nos ombros do Desmond toda a responsabilidade pelo que virá a seguir. Quando sua busca se revela mais complexa e arriscada do que inicialmente se pensava, Penny mais uma vez demonstra seu amor e aceita embarcar na roubada com o marido, levando o filho junto. Yay para o amor verdadeiro! \o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ilha, no passado, temos pela primeira vez uma linha de enredo envolvendo exclusivamente os novatos da temporada passada, e fica claro que Dan é o personagem central deste núcleo. O episódio é repleto de insinuações que Faraday já visitou essa época em outra ocasião, antes - e por "antes," aqui, quero dizer mais cedo na vida do personagem, porque agora que estamos pulando através do tempo, a única referência possível é a vivência de cada um dos viajantes temporais. A cena em que Locke conta a Richard o que o próprio lhe disse no futuro brinca com esse conceito. Enquanto para o tempo de vida de Richard, receber a visita de Locke nos anos 50 aconteceu antes de ele curar seu ferimento na época atual, para Locke, o contato com Richard aconteceu antes de ele voltar para 54 e instruír o "idoso" Richard a encontrá-lo criança no orfanato e fazer o teste dos objetos. Temos assim a primeira situação ovo-galinha de Lost. Espero que não hajam muitas outras. Existe um limite para a quantidade de paradoxos temporais que o telespectador padrão consegue engolir sem passar a desacreditar da história toda (e ele se chama "Exterminador do Futuro").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao mesmo tempo em que vemos Faraday tentando salvar a vida de Charlotte (snif), vemos pela primeira vez o quanto Locke abraçou a idéia de ser o novo líder dos Outros, quando se recusa a matar um zé ruela porque ele é "um de seu povo." O que só ajuda a deixar o queixo do telespectador no chão quando, mais tarde no episódio, temos a verdadeira bomba H do episódio: o moleque marrento e assassino é ninguém menos do que... Charles Widmore em pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga-se de passagem, o sorriso do Terry O'Quinn e resposta dele "Nada não. Muito prazer." está para mim no top 10 momentos de Lost de todas as temporadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro momento digno de nota é o Widmore do presente baixando a cabeça para o Desmond, temendo que essa súbita exposição fosse significar a deixa que Ben estava esperando para localizar e matar sua filha. Isso mostra que Charles Widmore e Benjamin Linus têm muito mais em comum do que se imaginava: ambos saíram da ilha a contragosto (presume-se que pelas mesmas vias, ou seja, que Widmore tenha girado a roda de burro em algum momento do passado e, nas palavras de Linus, não possa mais voltar) e ambos possuem uma paixão pela ilha que só é rivalizada pelo amor às suas respectivas filhas. Supondo que a Sra. Hawking seja realmente a mãe de Faraday, será que Widmore imagina que enviou sua amada Penny para a boca do lobo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o episódio também tem vários momentos ótimos. Juliet dizendo que Richards "sempre esteve ali." Sawyer e Miles servindo de alívio cômico para seus respectivos grupos, mas com tiradas mais inteligentes do que escrachadas. A desconfiada Ellie (que eu jurava que era a Rousseau jovem quando apareceu, quase gritei) demonstrando uma fragilidade que não combina com os Others contemporâneos de Ben Linus, o próprio Alpert falando dos soldados americanos mortos como quem pede desculpas, e confiando cegamente no que Locke diz - sinal de que os Others estavam acuados e desorientados, temendo a iminente descoberta e invasão de sua ilha nativa por uma América que esquadrinhava o Pacífico em busca de japoneses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, duas coisas que ficaram na minha cabeça depois de assistir Jughead. Primeiro, é possível que Alpert tenha de fato baseado 50 anos de estratégia de sobrevivência apenas guiado pela visita do Locke do futuro. Por isso ele ficou revoltado quando o jovem Locke não reconheceu sua bússola, e - imaginem só - talvez por isso ele tenha criado Ben para ser o líder dos Others, achando que talvez ele fosse o homem que o visitou em 54 sob a alcunha de "John Locke." Isso seria uma reviravolta épica de enredo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa: Charles Widmore era um Other nativo? Ele nasceu na ilha? Se sim, isso significa que Penny (e o pequeno Charlie) têm "sangue other"? Quais as consequências disso para a família Widmore Hume? Será que Charlie e Aaron irão disputar a ilha (e o coração de Ji Yieon) no futuro?? Ok, essa foi forçada, mas as possibilidades são imensas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Só pelo tamanho do post dá pra percerber que Jughead é um episódio nada menos do que clássico na série. E ainda é apenas o terceiro da quinta temporada! Bring it on!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-3251057921257335812?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/3251057921257335812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/01/5x03-jughead.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/3251057921257335812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/3251057921257335812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/01/5x03-jughead.html' title='5x03 &quot;Jughead&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5480944763216732875.post-5421167287035735728</id><published>2009-01-22T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T04:20:55.246-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Season 5'/><title type='text'>5x01 "Because You Left" / 5x02 "The Lie"</title><content type='html'>E eis que, meses depois, Lost está de volta pegando de onde parou. Apesar do balde de água fria que é uma entressafra de temporadas, essa dupla reestréia conseguiu reintroduzir toda a carga emocional e toda a ação que o finale da 4ª temporada estabeleceram. O que inclusive foi eseencial para me reanimar a sequer comentar, depois do fiasco do release do primeiro episódio, que foi sair 6:30 da manhã só devido a problemas técnicos na transmissão de satélite da ABC =/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem só de ação se faz Lost. Uma das minhas maiores precupações depois das reviravoltas finais do ano passado era como o roteiro lidaria com a abordagem escancarada de assuntos que até então eram apenas sugeridos. Confesso que rolou um inevitável desconforto com a exposição nada sutil do Hallifax logo no começo ("energia que, se colhida da forma correta, pode nos dar o poder de viajar no tempo!!1!1" Fiquei esperando ele erguer o braço bom e gritar YATA!) mas a jogada de mestre foi fazer a ilha ficar com soluços temporais, ao mesmo tempo banalizando e renovando o conceito de viagem temporal no contexto de Lost. Outra exposição grosseira - mas essencialmente necessária para botar um tampão preventivo em furos de roteiro - foi Faraday estabelecendo que o tempo em Lost é linear e que ninguém pode mudar nada, dando assim muito mais valor à capacidade milagrosa que Desmond tem de romper as barreiras do espaço-tempo e alterar o curso da história. Go Des!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo formato da série é bem o que eu imaginei que seria: alternando o presente fora da ilha com 3 anos no passado, imediatamente após os O-6 escaparem da Ilha. O problema é que, pelo visto, eles raramente estarão de fato 3 anos atrás, visto que ficam pulando de época em época, e portanto aquela legendinha introdutória que diz "3 anos atrás" vai perder o sentido muito rápido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E apesar de não termos mais a centralização oficial de cada episódio em um personaem (fazendo-o estrelar um flashback/flashforward), implicitamente ainda existe a figura do personagem central. No primeiro episódio foi, sem dúvida, o Faraday, que confirmou de vez seu posto de "novato favorito" no meu conceito. Acho que meu apreço por ele vem em grande parte do fato de ele, ao contrário de outros personagens na história da série que sabiam de fato do que se trata a Ilha, compartilhar a informação com o público. Além disso, ele tem aquela curiosidade quase inconsequente dos cientistas malucos que realmente encontra reconhecimento em mim, então podem me vestir de Team Faraday pelo resto da série e começar a shiparem ele e a Charlotte, porque pelo visto além de resolver os enigmas da ilha ele agora tem que salvar a vida da amada que começou a sofrer os terríveis efeitos colaterais da viagem no tempo =/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o segundo episódio foi todo do Hurley. E vamos combinar, se na época das 3 primeiras temporadas a frase "episódio do Hurley" era recebida com um gemido coletivo e um rolar de olhos, hoje em dia são pra mim os mais esperados. Impossível não se emocionar com o sofrimento do cara, que mesmo tendo passado por tanta merda continua incapaz de ter sentimentos ruins ou de ir contra sua natureza pacífica e amistosa. O peso de ter enfrentado a maldição dos números, o manicômio (por duas vezes), a perseguição da polícia e as visões de gente morta - muitas dessas dores para proteger uma mentira que ele nem queria contar, pra começo de conversa - vem à tona quando a mãe o confronta e ele desaba. Quase desabei junto. E o sorriso de pura alegria quando ele percebe que deu uma rasteira no maior manipulador da história das séries televisivas, simplesmente porque o gênio Ben Linus é incapaz de conceber alguém tão desprendido e disposto ao autosacrifício quanto Hugo - isso não tem preço, mesmo. São momentos assim que fazem de Lost o que a série se tornou nesses 4 anos e tanto de existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, detalhes: adorei a aparição da Analulu (Michelle Rodriguez cada vez mais macho, pqp), apesar do texto da dupla Kitsis/Horowitz no 5x02 ter tido alguns momentos de total falta de inspiração, como o "Libby said hi." Mas enfim, escrever é que nem dar partida em carro no inverno, às vezes demora pra pegar =P Confio nos dois e sei que esse tipo de delivery óbvio deve desaparecer ao longo da temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também achei fenomenal o detalhe do Richard Alpert ter respondido indiretamente qual dos objetos o pequeno Locke devia ter escolhido no dia do teste - a bússola. E ter dado essa bússola para o Locke velho, criando assim uma forma rápida e prática de ser convencido no passado quando um suposto viajante temporal aparecer para avisá-lo que dali há muitos anos ele precisa ir fazer um curativo que já foi feito =P Confuso? Nem achei =D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aparição da Ms. Hawking foi inesperada mas muito boa. E agora já está bem evidente que a equipe dos Others que ficava alocada fora da ilha foi toda recrutada pelo Ben para dar cabo de seu plano de retorno. Mais uma prova que Linus não dá ponto sem nó. E eu não sei quanto a vocês, mas fiquei muito intrigado com a resposta vaga que ele dá ao Jack quando perguntado se Locke está mesmo morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por fim, depois de 3 temporadas citando o nome do infeliz em entrevistas, histórias paralelas e cenas de fundo, finalmente deram tempo de cena ao tal do Neil Frogurt... apenas para reeditar o saudoso Dr. Arzt. O que eu achei excelente, afinal todos se lembram de Paulo e Nikki, certo? Além disso o Neil cometeu o mesmo pecado mortal que o Arzt: começou a falar merda pros protagonistas antes de se certificar que teria um flashback. Os deuses da Ilha são impiedosos com coadjuvantes chiliquentos! =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um excelente retorno para uma excelente série que é Lost. E semana que vem vou ganhar o 5x03 de aniversário, espero que o episódio chute bundas!! \o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos de volta, garotada!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5480944763216732875-5421167287035735728?l=analiseslost.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://analiseslost.blogspot.com/feeds/5421167287035735728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/01/5x01-because-you-left-5x02-lie.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/5421167287035735728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5480944763216732875/posts/default/5421167287035735728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://analiseslost.blogspot.com/2009/01/5x01-because-you-left-5x02-lie.html' title='5x01 &quot;Because You Left&quot; / 5x02 &quot;The Lie&quot;'/><author><name>Rafael Savastano</name><uri>https://profiles.google.com/114140871928882635680</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-CJt_Cq8ZBCA/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAAA/bf4rv7VWB0Q/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
